Manhã de sexta tem lentidão nos principais acessos à Capital; veja alternativas

Situação mais crítica em termos de tempo de deslocamento ocorre na Rodovia Raposo Tavares (SP-270)

no sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Anhanguera concentra o maior volume de tráfego na chegada a São Paulo

no sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Anhanguera concentra o maior volume de tráfego na chegada a São Paulo | Divulgação/Artesp

O motorista que tenta chegar à cidade de São Paulo na manhã desta sexta-feira (6/3) enfrenta o cenário típico de quase final de semana: excesso de veículos e pontos de lentidão que se estendem por quilômetros nas principais rodovias do estado.

A situação mais crítica em termos de tempo de deslocamento ocorre na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). No trecho entre Cotia e a chegada ao bairro do Butantã, o motorista encontra uma “parede” de veículos que resulta em atrasos superiores a 45 minutos.

Já a Rodovia Castelo Branco (SP-280) registra a maior extensão de congestionamento em quilometragem contínua. São 11 km de lentidão entre Barueri e o Cebolão, reflexo direto do fluxo intenso que se une às obras de melhorias na região de Osasco, impactando quem precisa acessar as Marginais.

Confira os principais trechos de lentidão

Rodovia Sentido Trecho Crítico Extensão (km) Tempo de Atraso (Médio)
Castelo Branco (SP-280) Capital Barueri ao Cebolão 11 km 35 min
Raposo Tavares (SP-270) Capital Cotia ao Butantã 9 km 45 min
Dutra (BR-116) Capital Guarulhos à Marginal Tietê 8 km 25 min
Fernão Dias (BR-381) Capital Mairiporã a Guarulhos 7 km 30 min
Ayrton Senna (SP-070) Capital Parque Novo Mundo (km 23 ao 17) 6 km 20 min
Régis Bittencourt (BR-116) Capital Embu das Artes ao Taboão 6 km 20 min
Anhanguera (SP-330) Capital Jundiaí e chegada via Anhanguera 5 km 18 min
Imigrantes (SP-160) Capital Trecho de Planalto (km 20 ao 16) 4 km 12 min
Anchieta (SP-150) Capital Do ABC ao Sacomã 3 km 15 min

O Sistema Anchieta-Imigrantes flui com relativa melhoria em comparação às rodovias do interior, embora a neblina no topo da serra demande atenção redobrada e redução de velocidade.

Já no sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Anhanguera concentra o maior volume de tráfego na região de Jundiaí, com reflexos na chegada a São Paulo.

Rotas alternativas

Para o motorista que vem da região oeste pela rodovia Castelo Branco e encontra o travamento em Barueri, uma opção comum é desviar pelo Rodoanel Mário Covas no sentido Sul para acessar a rodovia Raposo Tavares, embora esta também esteja carregada, ou seguir pelo Rodoanel sentido Norte até a Rodovia Bandeirantes, que costuma ter um fluxo um pouco mais fluido na chegada à marginal tietê em comparação ao Cebolão.

Já para quem está na Raposo Tavares, o uso de vias internas por dentro de Granja Viana e Carapicuíba para acessar a Castelo Branco pode ser uma tentativa de fuga, embora o trânsito local nessas regiões também costume sofrer reflexos.

No eixo norte, quem vem de Guarulhos pela Via Dutra pode optar pela rodovia Fernão Dias para acessar a marginal tietê por outro ponto, ou ainda utilizar a Avenida Assis Chateaubriand (pista local da Dutra) e seguir por vias arteriais do bairro da Penha e Tatuapé caso o destino seja a zona leste.

Já para quem desce a Ayrton Senna, a Rodovia Hélio Smidt e a subsequente entrada pela Avenida Santos Dumont em Guarulhos podem servir de alternativa para acessar a capital via Ponte das Bandeiras, evitando o afunilamento final da rodovia.

Por fim, no acesso pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, caso a Imigrantes apresente retenção no Planalto, a Via Anchieta costuma ser a alternativa imediata, especialmente para quem tem como destino a região do Ipiranga ou ABC.

Dentro da capital, para evitar os nós das Marginais logo após as saídas das rodovias, o uso de avenidas paralelas como a Av. Braz Leme (no Norte) ou a Av. Escola Politécnica (no Oeste) pode ajudar a distribuir melhor o fluxo até o destino final.