‘Menopausa começa antes do que você imagina’, alerta ginecologista Vera Baroli

Segundo a especialista, um dos maiores erros é associar a menopausa apenas às ondas de calor

Ginecologista explicou que a menopausa está inserida no climatério, fase marcada por instabilidade hormonal

Ginecologista explicou que a menopausa está inserida no climatério, fase marcada por instabilidade hormonal | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

Ondas de calor, insônia, mudanças de humor e queda na qualidade de vida ainda são tratados como algo “normal” por muitas mulheres. Em entrevista ao programa Direto da Gazeta, da TV GMG (Gazeta Media Group), a ginecologista Dra. Vera Baroli afirmou que a menopausa é uma fase natural, mas que exige atenção médica, informação e cuidado individualizado.

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Segundo a especialista, um dos maiores erros é associar a menopausa apenas às ondas de calor. Os primeiros sinais costumam ser emocionais e comportamentais.

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“A mulher começa a não se reconhecer. Fica mais irritada, mais sensível, com cansaço que não é dela. Muitas vezes isso aparece antes dos calores”, explicou a médica.

Alterações no sono, dores articulares, desconforto na relação sexual e oscilações emocionais também fazem parte do quadro e impactam diretamente a rotina da mulher.

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Tabu ainda afasta mulheres do consultório

Durante a entrevista, a Dra. Vera Baroli destacou que o tabu em torno da menopausa ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico e o tratamento adequado.

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“A mulher tem dificuldade de falar o que está sentindo, até para o médico. Muitas escondem delas mesmas os sintomas”, afirmou.

Segundo ela, muitas pacientes só procuram ajuda quando os sinais já estão intensos, o que poderia ser evitado com acompanhamento precoce, a partir dos 38 anos.

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A ginecologista explicou que a menopausa está inserida no climatério, fase marcada por instabilidade hormonal que se estende pelo resto da vida.

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“A mulher passa poucos anos na fase reprodutiva. O maior período da vida dela é o climatério. Por isso, precisa de um médico parceiro, que enxergue a mulher como um todo”, disse.

Esse acompanhamento, segundo a especialista, deve considerar saúde hormonal, óssea, emocional e cognitiva. Confira entrevista na íntegra: 

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Tratamento é individual e precisa de acompanhamento

A Dra. Vera Baroli ressaltou ainda que não existe um único tratamento para todas as mulheres. Cada caso deve ser avaliado individualmente, com acompanhamento médico contínuo.

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“Existem várias formas de reposição hormonal, e nenhuma deve ser descartada sem avaliação. O importante é escolher, junto com a paciente, o que é melhor para ela”, explicou.

Ela também alertou que o uso de hormônios exige vigilância médica constante e não deve ser feito sem orientação profissional. Segundo a Dra. o acompanhamento deve ser anual.

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Segundo a ginecologista, a menopausa não deve ser encarada como fim ou sofrimento inevitável.