Mentir no currículo pode dar demissão? Veja os riscos e consequências

Risco depende do tipo de informação falsificada e da forma como ela é utilizada

A mentira no currículo ocorre quando o candidato apresenta como verdadeira uma informação que não corresponde à sua trajetória profissional ou acadêmica/Depositphotos

Inventar experiências profissionais, aumentar o nível de conhecimento em um idioma ou apresentar um diploma que nunca foi obtido pode parecer uma forma de aumentar as chances em um processo seletivo. No entanto, mentir no currículo pode levar à eliminação da candidatura, demissão e até a consequências na esfera criminal.

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Segundo o Vagas.com, o risco depende do tipo de informação falsificada e da forma como ela é utilizada. Uma inconsistência no currículo não significa automaticamente que o candidato cometeu um crime, mas documentos falsos ou informações inseridas com determinadas finalidades podem ter implicações legais.

O que é considerado mentira no currículo?

A mentira no currículo ocorre quando o candidato apresenta como verdadeira uma informação que não corresponde à sua trajetória profissional ou acadêmica. Entre os exemplos estão:

  • informar uma formação que não possui;
  • apresentar um diploma ou certificado falso;
  • aumentar o nível de conhecimento em um idioma;
  • inventar experiências profissionais;
  • informar um cargo que nunca ocupou;
  • alterar datas de empregos ou cursos;
  • atribuir a si mesmo competências que não possui;
  • omitir ou modificar informações relevantes para aparentar uma qualificação maior.

Também é preciso ter cuidado com exageros. Descrever uma experiência real de forma mais favorável é diferente de inventar uma atividade ou atribuir a si resultados que não foram alcançados.

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Mentir no currículo é crime?

Uma informação falsa em um currículo não configura automaticamente um crime. Para que haja responsabilização, é necessário analisar o que foi falsificado, a finalidade da conduta e as circunstâncias do caso.

A situação pode se tornar mais grave quando envolve falsificação ou uso de documentos falsos, como diplomas, certificados e declarações. Dependendo do caso, podem ser aplicados dispositivos do Código Penal relacionados à falsificação de documentos ou à falsidade ideológica. Ou seja, as consequências jurídicas dependem do tipo de falsidade e da maneira como ela foi utilizada.

É possível ser demitido por mentir no currículo?

A mentira pode gerar demissão, inclusive por justa causa, dependendo da gravidade da conduta e de sua relação com o vínculo de trabalho.

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A situação tende a ser mais grave quando a informação falsa foi determinante para a contratação ou quando envolve documentos falsificados.

Por isso, conseguir a vaga não significa que o problema terminou. A empresa pode descobrir a inconsistência posteriormente e tomar medidas contra o funcionário.

Se a mentira estiver relacionada a uma habilidade, mas não executar as tarefas básicas dessa função durante o trabalho. Além de comprometer o desempenho profissional, a situação pode revelar que a informação apresentada no processo seletivo não era verdadeira.

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Mesmo quando não há crime, uma informação falsa pode custar uma oportunidade profissional e comprometer a relação de confiança com a empresa.

Nesse caso, o melhor caminho é apresentar a experiência e as habilidades que já possui e usar o currículo para mostrar resultados, responsabilidades e conhecimentos reais.

Quando a vaga exige uma competência que ainda não foi desenvolvida, também é possível destacar conhecimentos relacionados e experiências que demonstrem capacidade de aprendizado. Dessa forma, o candidato consegue se diferenciar sem assumir o risco de ter uma informação falsa descoberta durante ou depois do processo seletivo.

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Quais são os riscos de mentir no currículo?

Mesmo quando a informação falsa não configura crime, a descoberta pode trazer consequências profissionais importantes. O candidato pode:

  • ser eliminado do processo seletivo;
  • perder uma oportunidade de contratação;
  • ter a contratação cancelada;
  • ser demitido depois de contratado;
  • sofrer demissão por justa causa, dependendo da gravidade da conduta;
  • perder a confiança de gestores e colegas;
  • prejudicar sua reputação profissional.

O problema também pode aparecer depois da contratação. Se a mentira estiver relacionada a uma habilidade indispensável para o cargo, o profissional pode ter dificuldades para desempenhar as atividades e acabar tendo sua conduta descoberta.

Quais são as mentiras mais comuns em currículos?

Nível de inglês ou outro idioma

Informar um nível avançado ou fluente quando o conhecimento é básico é uma das formas mais comuns de exagero.

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O problema pode aparecer já na entrevista. Se o idioma for necessário para o cargo, a empresa pode conduzir parte da conversa em outra língua ou solicitar algum tipo de comprovação.

Cargo ocupado anteriormente

Outra situação comum é alterar o nome de um cargo para parecer mais qualificado.

Um profissional que exercia algumas funções de liderança, por exemplo, pode ter sido responsável por uma equipe sem ocupar formalmente o cargo de coordenador. Nesse caso, o mais adequado é informar o cargo registrado e explicar na descrição as responsabilidades efetivamente exercidas.

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Formação acadêmica

Informar uma graduação que não foi concluída ou trocar o nome da instituição de ensino também pode comprometer a candidatura.

Se o curso estiver incompleto, o currículo deve indicar essa situação. Inventar uma formação ou apresentar um diploma inexistente é uma situação muito mais grave, especialmente se houver uso de documento falso.

Cursos e certificações

Certificados podem ser importantes para determinadas vagas, mas não devem ser incluídos se o candidato nunca realizou o curso ou não possui a certificação mencionada.

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Além de poder ser descoberto durante a seleção, o documento pode ser solicitado pela empresa no momento da contratação.