O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (9/9) a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
Na mesma decisão, Dino também determinou o retorno de Leandro Almada à chefia de Inteligência da PF, revertendo os afastamentos determinados na terça-feira (8/9) pelo ministro André Mendonça.
A decisão de Dino foi tomada após um pedido apresentado por Andrei Rodrigues em uma investigação que apura suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).
Decisão será analisada pelo plenário
Segundo Dino, sua determinação deverá ser submetida exclusivamente ao plenário do STF, formado por dez ministros.
O ministro afirmou ainda que a decisão permanecerá em vigor até que a Polícia Federal cumpra integralmente as medidas determinadas por ele, “sem interrupção decorrente de interferência externa”.
Com a decisão, Andrei Rodrigues volta ao comando da PF apenas um dia depois de ter sido afastado por Mendonça.
Mendonça havia afastado cúpula da PF
Nesta terça-feira (8/9), André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e de Leandro Almada.
A medida foi motivada pela produção de um relatório interno da PF utilizado por Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça.
O pedido de Moraes envolve suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução de questões relacionadas ao Banco Master e ao INSS.
O afastamento determinado por Mendonça também passou a ser analisado pela Segunda Turma do Supremo.
A decisão de Dino, agora, cria um novo capítulo no embate envolvendo a cúpula da PF e os ministros da Corte.
