Em 2021, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) disponibilizou 798 novas moradias para famílias removidas de assentamentos de áreas de risco, número mais baixo desde 2018.
No período, houve uma queda de 2.333 para 798 unidades habitacionais destinadas a esse grupo populacional, o que representa uma queda de 66%. É o que aponta um levantamento feito com base em dados da CDHU, do governo do estado, obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação.
A Secretaria Estadual da Habitação disse por meio de nota que, na atual gestão, foram entregues 40.359 moradias para famílias de baixa renda.
Moradias destinadas a famílias removidas de áreas precárias
- Estado de SP
- 2018 – 2.333
- 2019 – 1.473
- 2020 – 980
- 2021 – 798 – queda de 66% em comparação com 2018; menor número em 4 anos.
Já na região metropolitana, a quantidade de novas moradias destinadas a famílias retiradas de áreas precárias evoluiu de forma diferente. Nesse caso, 2021 registrou um número de unidades disponibilizadas maior do que o contabilizado tanto em 2019 quanto em 2020.
Contudo, ao longo dos quatro anos da série histórica – período 2018-2021 – a região metropolitana respondeu por apenas 15,8% (886) das 5.584 moradias disponibilizadas a famílias removidas de assentamentos precários em todo o estado.
- Grande SP
- 2018 – 359
- 2019 – 155
- 2020 – 112
- 2021 – 260
Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem em áreas de risco de desastre no estado de São Paulo, segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden. Pouco mais de 1 milhão dessas pessoas pode ser vítima de um deslizamento de terra e 343 mil em locais de extrema vulnerabilidade.
São mais de 453 mil domicílios em risco para deslizamentos de terra e/ou inundações e enxurradas no estado.
