Sofrendo com o reajuste nos valores das contas de luz, agora os moradores da Capital também reclamam da falta constante de energia elétrica. Na manhã desta terça-feira, residências da região do Campo Limpo, na zona sul da Capital e de Perdizes, na zona oeste ficaram às escuras. No começo do mês passado a Enel, distribuidora de energia que atende mais de sete milhões de clientes na Capital e Grande SP anunciou o reajuste médio de 4,23% nas tarifas.
“Eles aumentaram o preço na quarentena, mas não dão um serviço adequado, estamos há cerca de três horas sem energia e não tivemos nenhuma resposta. Em um momento que a maioria das pessoas estão em casa, trabalhando e tendo que ser virar, não deveria acontecer isso”, disse Katia Amorim, moradora da rua Professora Eunice B. de Oliveira, na região do Campo Limpo.
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Um outro morador, que preferiu não se identificar passou pelo mesmo drama. “A luz acabou hoje bem na hora do almoço, e durou uma meia hora. Depois voltou a cair umas 13h30. É um perigo pelos aparelhos eletrônicos. As reclamações são constantes no grupo do bairro”, disse o cliente da Enel que mora na rua Aimberê, em Perdizes.
Procurada, a Enel informou que “em relação à rua Professora Eunice B. de Oliveira, no Capão Redondo, havia um desligamento programado para às 10h30 e a energia foi restabelecida no início da tarde. Já em relação à rua Aimberê, em Perdizes, houve um desligamento de emergência para realizar reparos na rede e a previsão de conclusão dos serviços e restabelecimento da energia é até às 16h”.
PROTESTO.
No dia 6 deste mês, centenas de consumidores fizeram uma fila em frente ao prédio da Enel, e protestaram contra o valor alto cobrado nas contas. Os clientes se reuniram na rua Padre Estevão Pernet, na zona leste da capital paulista.
No dia 15 de julho, à Gazeta publicou que em alguns casos o valor da fatura chegou a quadruplicar. “Venho tentando resolver com a Enel a cobrança abusiva que eles estão cobrando, porém, sem sucesso. A última conta que paguei foi a de março no valor de R$ 136,93, após essa conta não foi gerado mais nenhuma. Passou o mês de abril, maio, junho e no final do mês passado apareceu uma conta no valor de R$ 735,83 com vencimento para dia 7 de julho”, reclamou Vanessa Iris Amaral. A diferença no valor é de mais de 400%.
De maio até junho, o atendimento da Fundação Procon-SP registrou um aumento de 373% nas reclamações contra a empresa. Logo após a alta no número de reclamações, o Procon multou a Enel em mais de R$ 10,2 milhões sob a alegação de má prestação de serviços e violação do Código de Defesa do Consumidor.
