Morre, aos 93 anos, fundador da ESPN que mudou a TV esportiva

Bill Rasmussen criou a ESPN em 1979, ao lado do filho, Scott Rasmussen, a partir da ideia de lançar uma rede dedicada exclusivamente aos esportes

Segundo a emissora, ele morreu em decorrência dos efeitos da doença de Parkinson/Divulgação/ESPN

Bill Rasmussen, fundador da ESPN, morreu nesta terça-feira (18/8), aos 93 anos, em sua casa, na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo a emissora, ele morreu em decorrência dos efeitos da doença de Parkinson.

Continua após a publicidade

Rasmussen criou a ESPN em 1979, ao lado do filho, Scott Rasmussen, a partir da ideia de lançar uma rede dedicada exclusivamente aos esportes. A Entertainment and Sports Programming Network foi inaugurada em 7 de setembro daquele ano e se tornou a primeira rede de televisão esportiva com programação 24 horas.

A ideia começou a ser desenvolvida em 1978, quando pai e filho passaram a estudar o uso da transmissão via satélite. O projeto inicial, voltado a Connecticut, acabou transformado em uma rede nacional.

Para tirar o plano do papel, Rasmussen chegou a comprometer o limite do cartão de crédito e usou um adiantamento de US$ 9 mil para adquirir espaço em um satélite. Antes disso, havia sido demitido do cargo de diretor de comunicação do New England Whalers.

Continua após a publicidade

Rasmussen foi o primeiro presidente e CEO da ESPN, mas deixou a empresa em 1980. O SportsCenter, programa lançado junto com a emissora, tornou-se um dos principais símbolos da rede e permanece no ar.

Quem era Bill Rasmussen

Nascido em Chicago, em 1932, Rasmussen começou a carreira na mídia no rádio e posteriormente trabalhou em televisão. Também atuou como diretor de esportes e narrador de partidas de diferentes modalidades.

Após deixar a ESPN, trabalhou como consultor e escreveu livros sobre a criação da emissora. Em 2019, revelou publicamente o diagnóstico de Parkinson e passou a apoiar iniciativas relacionadas à doença.

Continua após a publicidade

Rasmussen recebeu diversas homenagens ao longo da carreira e, em 2025, foi incluído no Hall da Fama da Transmissão Esportiva.

Ele deixa os filhos Scott e Glenn, a filha Lynn, sete netos e dois bisnetos.