Motorista de App é preso acusado de estuprar passageira

Um motorista foi preso na noite de quinta-feira (15), em Pirituba, na zona norte, acusado de estuprar uma passageira no último dia 10, na região de Perdizes, também na zona oeste. O acusado, que não teve a identidade informada, teria dado água misturada com drogas, golpe conhecido como “boa noite Cinderela”, para que a vítima dormisse.

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Segundo relatado pela passageira, uma engenheira agrônoma de 32 anos, ela foi visitar uma amiga, entre a noite e a madrugada dos dias 9 e 10. Jantou e permaneceu no local até por volta das 3h, quando acionou um carro da Uber para ir embora.

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A engenheira mora a cerca de dez minutos de carro do local onde embarcou. Porém, ela chegou em casa quase três horas após o embarque.

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A vítima afirmou em depoimento que se lembra de “flashs” em que o motorista lhe tirou as calças e ficou sobre ela, que ainda tentou se desvencilhar do criminoso, nos poucos momentos em que ficou consciente. Após o abuso, o motorista deixou a vítima em casa.

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Já em sua residência, a engenheira notou que havia esquecido o celular no carro do acusado. Ele conseguiu entrar no e-mail dela e apagar o histórico da viagem que fez com a mulher. A vítima comunicou o crime à polícia no mesmo dia em que foi abusada.

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Segundo a chefia de investigações da 9º DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), as investigações começaram, no dia do estupro.

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Por conta do sistema Detecta, que usa câmeras para identificar placas de veículos, a polícia constatou que o carro do suspeito costumava trafegar por Guarulhos.

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Durante a última semana, investigadores fizeram campana no bairro Cidade Parque Alvorada. Na manhã de quinta, localizaram o acusado e o abordaram.

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Enquanto o suspeito prestava depoimento, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias do motorista, acatando pedido da polícia. Ele foi indiciado por estupro e furto (do celular da vítima).

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O chefe de investigações disse ainda que o acusado já havia sido preso em outra ocasião, também por furto.

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A Uber lamentou o crime e afirmou que a conta do acusado foi banida no momento em que o estupro foi notificado à empresa. (FP)