A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realiza nesta terça-feira (2/6) uma megaoperação de fiscalização contra a poluição veicular em rodovias de todo o estado. A ação acontece simultaneamente em 28 pontos estratégicos, com apoio das Polícias Militar Rodoviária e Rodoviária Federal, como parte da Operação Inverno 2026.
O objetivo é identificar e autuar caminhões e ônibus movidos a diesel que circulam com excesso de fumaça preta ou com sistemas de controle de emissões adulterados, irregularidades que contribuem para o aumento da poluição do ar, especialmente durante o inverno, quando as condições climáticas dificultam a dispersão dos poluentes na atmosfera.
Fiscalização reforçada nas rodovias
As equipes da Cetesb estarão mobilizadas entre 9h e 13h, utilizando a Escala de Ringelmann, método que mede visualmente a opacidade da fumaça emitida pelos veículos. Em alguns pontos, como no Rodoanel Mário Covas, em Barueri, a fiscalização será mais rigorosa, incluindo testes técnicos de emissão e verificação do uso do ARLA 32, aditivo obrigatório para a redução de poluentes em veículos mais novos.
Os veículos flagrados em desacordo com os padrões ambientais poderão receber multa de R$ 2.305,20. O valor da penalidade pode ser reduzido em até 70%, caso o proprietário realize a manutenção necessária e comprove a regularização das emissões.
Operação Inverno combate impactos na saúde
Segundo a Cetesb, a ação faz parte do conjunto de medidas adotadas durante a Operação Inverno 2026, período em que a qualidade do ar costuma piorar devido às condições atmosféricas típicas da estação.
A emissão excessiva de poluentes por veículos a diesel está associada ao agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de contribuir para o aumento da mortalidade prematura. A fiscalização também busca conscientizar motoristas e transportadores sobre a importância da manutenção preventiva da frota.
Em 2025, a Operação Inverno fiscalizou mais de 114 mil veículos movidos a diesel em todo o estado de São Paulo. Desse total, cerca de 1,3% foram autuados por irregularidades ambientais.
