Hilária Mireski, de 60 anos, se casou com Adão Pereira, em Itaiópolis, no norte de Santa Catarina. A união ocorreu após sete anos do primeiro encontro, durante um tratamento no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde ela cuidava de uma doença que já havia provocado 73 diagnósticos de câncer de pele.
Como Hilária conheceu o marido durante o tratamento
O primeiro encontro aconteceu há cerca de sete anos. Na época, Adão acompanhava o pai em consultas no Hospital Erasto Gaertner, enquanto Hilária frequentava a unidade para tratar os tumores.
Com o passar do tempo, os dois se aproximaram. Adão começou a acompanhar a catarinense em consultas médicas, principalmente quando as duas filhas dela não podiam estar presentes.
A convivência fortaleceu o relacionamento. Em 10 de outubro de 2026, o casal oficializou a união durante um casamento comunitário na Igreja Matriz de Itaiópolis, cidade onde Hilária mora.
Mulher enfrentou 73 cânceres de pele em quase 30 anos
Hilária convive com a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara que aumenta o risco de desenvolver determinados tumores, incluindo o carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele.
Os primeiros tumores apareceram em 1998. Desde então, ela relata ter recebido 73 diagnósticos de câncer de pele e realizado mais de 90 biópsias ao longo de quase três décadas.
Em 2019, a doença e os tratamentos tiveram consequências graves. Hilária perdeu o olho esquerdo e parte do nariz, estruturas afetadas pela evolução do quadro.
A síndrome exige acompanhamento médico contínuo, pois novas lesões podem surgir ao longo da vida. Por isso, a rotina de cuidados continua sendo parte importante da vida da catarinense.
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição à radiação ultravioleta é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. A instituição recomenda medidas de proteção solar e atenção a alterações na pele.
Campanha arrecadou mais de R$ 570 mil para ajudar Hilária
Em julho de 2026, a história da catarinense ganhou repercussão após uma campanha solidária organizada pelo influenciador Willian da Bondade. A iniciativa reuniu doações para ajudar nas despesas relacionadas ao tratamento.
Segundo informações divulgadas pela imprensa catarinense, a arrecadação ultrapassou R$ 570 mil. Outras publicações sobre a mobilização informaram que o total passou de R$ 600 mil.
Em outubro, Hilária também ganhou destaque pela possibilidade de realizar uma cirurgia de reconstrução facial. O cirurgião bucomaxilofacial Raulino Brasil assumiu o caso por meio de uma iniciativa social.
A equipe médica precisa avaliar as condições clínicas e definir quais procedimentos podem ser realizados. A possibilidade de reconstrução não significa que todas as etapas já estejam confirmadas.
Hilária também relatou preconceito por causa da aparência
Além dos problemas de saúde, a catarinense contou que enfrentou comentários ofensivos nas redes sociais. Segundo seus relatos, algumas pessoas usaram expressões depreciativas para se referir à sua aparência.
Mesmo diante das ofensas, Hilária continuou compartilhando sua experiência na internet. As publicações ampliaram a visibilidade de sua condição e dos desafios enfrentados durante o tratamento.
Agora, a história de Hilária e Adão também inclui o casamento realizado em Itaiópolis, após anos de relacionamento.
