A manteiga de Trabzon, cidade portuária no litoral do Mar Negro na Turquia, subiu à segunda posição da lista dos melhores laticínios do mundo publicada pela plataforma internacional de gastronomia TasteAtlas, com nota 4,4, enquanto o kaymak, creme denso tradicional turco, ocupou o terceiro lugar com a mesma pontuação, consolidando dois produtos do país entre os três primeiros do ranking atualizado em outubro de 2026.
A plataforma, que reúne avaliações de viajantes e especialistas sobre pratos e ingredientes de dezenas de países, registrou a manteiga irlandesa na liderança com 4,5, mas o destaque da divulgação ficou concentrado na presença turca no pódio, sem que a lista diluísse o peso das duas entradas nacionais.
O resultado foi recebido com entusiasmo em Afyonkarahisar, província do oeste da Turquia reconhecida como centro de produção do kaymak de búfala com indicação geográfica, onde produtores e a universidade local trataram a colocação como validação pública de uma cadeia que combina leite de alta gordura, técnicas herdadas e controle de origem.
O kaymak aparece na ficha da TasteAtlas descrito como produto lácteo tradicional turco, preparado a partir do leite aquecido e da nata que se forma na superfície, depois resfriada até atingir textura espessa e brilhante.
A plataforma registra que os mais exigentes defendem o uso do leite de búfala por ser mais denso e gorduroso que o de vaca, cabra ou ovelha, embora as três últimas fontes também façam parte da tradição em diferentes regiões.
O consumo clássico associa o creme a pão fresco, mel e, em algumas mesas, a doces de café da manhã, o que ajuda a explicar por que a pontuação se manteve alta entre avaliadores que buscam intensidade de sabor e sensação de cremosidade imediata.
A mesma lista posiciona a manteiga de Trabzon logo acima, com nota idêntica, o que reforça a leitura de que a Turquia não chegou ao topo por um único item isolado, mas por duas expressões distintas de laticínio de alta gordura ligadas a territórios específicos.
Manteiga de Trabzon sobe ao segundo lugar com nota 4,4 no TasteAtlas
A manteiga associada a Trabzon carrega a reputação de sabor pronunciado e cor amarelada característica, resultado de leite de pastagens da região costeira do Mar Negro e de processos de batimento que preservam aroma e ponto de fusão adequados ao uso em pães, café da manhã e preparos quentes.
Na classificação da TasteAtlas ela aparece explicitamente como Trabzon Butter, Turkiye, com 4,4 pontos, imediatamente abaixo da liderança e empatada em escala com o kaymak.
A divulgação do portal Mynet, que repercutiu o ranking no mesmo dia da atualização da plataforma, destacou que dois produtos turcos entraram no trio inicial, o que deslocou o foco da conversa para a capacidade de especialidades regionais de se sobressaírem em um ranking global construído por notas de usuários e curadoria editorial.
A consequência prática para quem produz na faixa litorânea do Mar Negro é a exposição internacional de um item que já circulava em mercados internos e em redes de turistas, agora com carimbo de segunda melhor avaliação entre laticínios do planeta.
Essa colocação não depende de campanha publicitária pontual, mas de consistência de perfil sensorial que os avaliadores da TasteAtlas reconhecem ao comparar dezenas de manteigas e cremes. A manteiga de Trabzon se diferencia por densidade e residual de sabor que permanece depois do derretimento, traço que a plataforma e os relatos de quem prova no local associam ao leite e ao modo de preparo.
Com a nota 4,4 fixada ao lado do kaymak, o ranking cria um bloco turco no alto da tabela e reduz a chance de o resultado ser lido como acaso de um único produto.
Para o leitor brasileiro, o dado importa porque mostra como um laticínio de origem geográfica clara consegue pontuar alto sem precisar se disfarçar de commodity genérica, caminho que também aparece em queijos e manteigas artesanais vendidos em feiras e lojas especializadas no Brasil.
Kaymak de búfala fica em terceiro e reacende o orgulho em Afyonkarahisar
O terceiro lugar do kaymak, também com 4,4, foi celebrado de modo especial em Afyonkarahisar, onde o kaymak de búfala possui indicação geográfica e concentra boa parte da produção reconhecida como referência de qualidade.
O decano da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Afyon Kocatepe, professor doutor Zeki Gürler, classificou a posição no TasteAtlas como conquista que enche de orgulho o país e chamou atenção para a infraestrutura tradicional que sustenta a qualidade do produto.
Em declaração reproduzida na cobertura local, ele apontou que a base do resultado está na cadeia longa de saberes, no manejo do rebanho e no cuidado com o leite, e não em um ajuste recente de marketing. A fala do professor desloca o mérito para o trabalho contínuo de produtores e técnicos e evita tratar o ranking como troféu isolado de uma safra.
A descrição oficial do kaymak na TasteAtlas reforça o ponto ao explicar o método e o consumo: o creme se forma na superfície do leite aquecido, é recolhido e resfriado até ficar firme o bastante para ser fatiado ou espalhado, e os apreciadores mais rigorosos preferem a versão de leite de búfala por causa da cor mais escura e da gordura superior.
Mesmo assim, a tradição admite leite de vaca, cabra e ovelha, o que amplia a base produtiva e permite variações regionais sem abandonar o nome. Essa flexibilidade controlada ajuda a entender por que o produto resiste a avaliações internacionais: ele entrega textura e sabor reconhecíveis, ao mesmo tempo em que carrega história de mesa cotidiana.
A colocação em terceiro lugar, empatada em nota com a manteiga de Trabzon, fecha o bloco turco no alto da lista e transforma o kaymak em cartão de visita de um país que já exporta imagem gastronômica por meio de kebabs e doces, agora também por laticínios de alta densidade.
O processo começa com o aquecimento do leite até que a nata se separe e forme uma camada espessa na superfície. Essa camada é recolhida com cuidado, resfriada e, em muitos casos, moldada em blocos que depois são fatiados para o café da manhã ou servidos com mel.
A preferência pelo leite de búfala aparece de forma recorrente nos textos de apresentação porque a gordura mais elevada gera creme mais denso, com brilho e sabor que se distinguem de versões mais leves. A TasteAtlas registra essa crença dos consumidores exigentes e, ao mesmo tempo, admite o uso tradicional de outros leites, o que evita transformar a receita em dogma único.
O resultado sensorial, e não apenas a origem animal, é o que sustenta a nota 4,4 e a permanência no pódio ao lado da manteiga de Trabzon. Em Afyonkarahisar a indicação geográfica funciona como âncora de confiança: o nome do lugar e o tipo de leite passam a ser lidos juntos, o que reduz a confusão com cremes genéricos e protege o preço pago ao produtor.
O professor Zeki Gürler, ao comentar o ranking, insistiu exatamente nessa base tradicional e na qualidade que vem do tempo, e não de um ajuste cosmético. A consequência imediata da lista é a visibilidade extra para quem já trabalha com o produto certificado e para quem visita a região em busca de café da manhã local.
Para o mercado externo, o kaymak ganha argumento de venda claro: terceiro melhor laticínio do mundo segundo a TasteAtlas, com nota idêntica à da manteiga de Trabzon e origem geográfica rastreável.
Dois produtos turcos no trio inicial mudam o peso da conversa gastronômica
A presença simultânea da manteiga de Trabzon e do kaymak entre os três primeiros altera a narrativa usual de rankings de laticínios, que costumam privilegiar manteigas de países com forte tradição exportadora de commodity.
Aqui o destaque recai sobre especialidades de territórios específicos da Turquia, uma ligada ao litoral do Mar Negro e outra ao interior oeste, ambas com nota 4,4 e apenas um décimo abaixo da liderança. A TasteAtlas, ao publicar a lista dos melhores produtos lácteos do mundo, oferece ao leitor a chance de comparar não só sabor, mas também a capacidade de um país de colocar mais de um item no alto da tabela.
O efeito prático é o reforço da imagem da Turquia como origem de laticínios de personalidade, e não apenas de pratos quentes já conhecidos do turismo. Essa configuração do pódio também pressiona a cadeia produtiva a manter padrão.
Quem fabrica manteiga em Trabzon e kaymak em Afyonkarahisar passa a ser observado por um público mais amplo, que chega à página da plataforma em busca de recomendações de viagem e de compra. A nota alta funciona como filtro: o produto precisa entregar a cremosidade e o sabor que a ficha promete, sob pena de a avaliação média cair em atualizações futuras.
O professor Gürler, ao falar do orgulho nacional e da infraestrutura tradicional, antecipou esse ponto ao ligar o resultado atual ao trabalho de longo prazo, e não a um pico passageiro. A lista, portanto, serve ao mesmo tempo de celebração e de lembrete de que a qualidade precisa ser repetida a cada lote.
Indicação geográfica e universidade local sustentam o discurso de qualidade
A indicação geográfica do kaymak de búfala em Afyonkarahisar e a fala do decano da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Afyon Kocatepe formam o par institucional que acompanha o ranking. De um lado, o selo de origem protege o nome e o método; de outro, a universidade empresta linguagem técnica e de pesquisa ao orgulho declarado.
Zeki Gürler descreveu a colocação como sucesso que enche o peito e apontou a tradição como motor da qualidade, o que evita reduzir o kaymak a curiosidade de cardápio. Essa combinação de selo e fala acadêmica ajuda o produto a circular em reportagens internacionais com credenciais claras, algo que a manteiga de Trabzon também busca ao carregar o topônimo no próprio nome listado pela TasteAtlas.
Para quem acompanha o mercado de alimentos de origem, o episódio mostra que rankings de plataformas de gastronomia podem acelerar a conversa sobre indicação geográfica e sobre o valor do leite de espécies menos comuns no varejo de massa, como o de búfala. O kaymak se beneficia exatamente dessa combinação: textura densa, gordura elevada e história de mesa.
A manteiga de Trabzon, por sua vez, leva o nome da cidade portuária e a reputação de sabor forte, o que completa o par turco no alto da tabela. Juntos, os dois itens ocupam o segundo e o terceiro lugares e deixam o recorte nacional inequívoco na lista dos melhores laticínios do mundo.
O que a lista da TasteAtlas registra sobre sabor, textura e uso à mesa
A ficha do kaymak na plataforma não se limita à nota. Ela descreve o modo de preparo, a preferência pelo leite de búfala entre os mais rigorosos e o uso tradicional com pão e mel, informações que orientam tanto o viajante quanto o cozinheiro que encontra o produto pela primeira vez.
A manteiga de Trabzon entra na mesma lista com o nome geográfico explícito e a pontuação 4,4, o que convida o leitor a buscar a diferença de aroma e de ponto de fusão em relação a manteigas mais neutras.
Ao manter os dois produtos no topo, a TasteAtlas oferece um mapa sensorial concentrado: creme denso de um lado, manteiga de pastagem costeira de outro, ambos turcos e ambos com avaliação quase idêntica à da liderança. Essa clareza de ficha reduz o risco de o ranking ser lido apenas como lista de nomes.
O consumidor encontra, na mesma página, a indicação de como o kaymak é feito e consumido e a localização da manteiga de Trabzon, o que transforma a pontuação em convite a experimentar. A cobertura que repercutiu o resultado no portal Mynet reforçou o dado dos dois produtos turcos no trio inicial e a nota 4,4 compartilhada, sem diluir o foco em longas comparações com outros países.
O efeito é uma narrativa limpa: a Turquia coloca manteiga e kaymak no alto da tabela mundial de laticínios, com respaldo de produtores, de indicação geográfica e de fala universitária.
Repercussão imediata entre produtores e o papel do leite de alta gordura
Em Afyonkarahisar a notícia da terceira posição do kaymak foi recebida como confirmação de que o trabalho com leite de búfala e o selo de origem encontram eco fora das fronteiras. Produtores que já vendiam para o mercado interno e para turistas ganham argumento adicional de prateleira e de cardápio.
A manteiga de Trabzon, ao ocupar o segundo lugar, amplia o mesmo movimento para a costa do Mar Negro, onde o produto já circulava com fama local e agora aparece com carimbo global. O fio comum aos dois casos é a gordura e a personalidade do sabor, traços que a TasteAtlas premia com notas altas e que o professor Gürler associou à infraestrutura tradicional de produção.
A lista atualizada em outubro de 2026, com a manteiga de Trabzon em segundo e o kaymak em terceiro, ambos com 4,4, fixa um marco para a conversa sobre laticínios turcos. Não se trata de um único item surpresa, mas de um par que ocupa posições consecutivas no pódio.
Essa configuração facilita a divulgação em mídia gastronômica e em roteiros de viagem, porque o leitor encontra dois motivos concretos para procurar produtos da Turquia na categoria de laticínios. A consequência esperada é o aumento de buscas pelo kaymak de Afyonkarahisar e pela manteiga ligada a Trabzon, além do reforço do discurso de qualidade que a universidade local já articula.
No Brasil o hábito de consumir cremes espessos e manteigas de sabor marcado encontra paralelo em requeijões cremosos, nata fresca, manteigas de garrafa de regiões produtoras e queijos de alta umidade que aparecem em cafés da manhã e em receitas doces e salgadas.
O kaymak, com sua textura densa e a associação a mel e pão, dialoga com o gosto brasileiro por coberturas ricas no café da manhã e por sobremesas que pedem contraste de gordura e doçura.
A manteiga de Trabzon, por sua vez, lembra o valor que o consumidor brasileiro já atribui a manteigas artesanais de leite de pastagem, vendidas em feiras, empórios e lojas de produtos coloniais, nas quais o sabor residual e a cor importam tanto quanto a origem.
Importadores e restaurantes que trabalham com culinária do Mediterrâneo oriental e com ingredientes turcos passam a ter, com o ranking da TasteAtlas, um argumento objetivo para incluir ou destacar esses dois itens em cartas e prateleiras, sem precisar recorrer a explicações longas: segundo lugar e terceiro lugar entre os laticínios do mundo, notas 4,4, origem geográfica clara.
A conversa também toca a produção nacional de leite de búfala, presente em bolsões do litoral e do interior e já usada em mussarela e outros queijos. O kaymak mostra que o mesmo leite, tratado para render creme denso, pode ocupar espaço nobre em rankings internacionais quando a técnica e a origem são respeitadas.
Produtores brasileiros que investem em diferenciação por raça, alimentação do rebanho e processo artesanal encontram no episódio turco um espelho de estratégia: indicação de procedência, narrativa de tradição e consistência de textura.
O ranking não cria o mercado brasileiro, mas oferece referência externa de que laticínios de personalidade forte e de origem definida conseguem pontuar alto quando avaliados por plataformas globais de gastronomia.
Em termos de mesa cotidiana, o brasileiro que já espalha requeijão no pão ou derrete manteiga de qualidade em preparos quentes está a um passo sensorial de entender o apelo do kaymak e da manteiga de Trabzon. A diferença está na densidade e no residual de sabor que a TasteAtlas premiou com notas próximas da liderança.
Restaurantes que servem café da manhã ampliado, padarias de fermentação longa e lojas de produtos importados podem usar o pódio turco como gancho de degustação, sempre com a ressalva de que o produto precisa chegar com a textura e a gordura que justificaram a avaliação.
A fala do professor Zeki Gürler, ao ligar o resultado à infraestrutura tradicional, serve de lembrete útil também no Brasil: ranking internacional sustenta-se quando a cadeia atrás do alimento é sólida, e não quando a nota é tratada como fim em si mesma. O fechamento do arco fica no próprio desenho da lista.
Dois sabores da Turquia, a manteiga de Trabzon e o kaymak, ocupam o segundo e o terceiro lugares entre os laticínios do mundo na TasteAtlas, ambos com 4,4, e deslocam o olhar para territórios de produção, para o leite de búfala e para a manteiga de pastagem costeira.
A plataforma registra o método e o consumo do kaymak; a universidade e a indicação geográfica em Afyonkarahisar dão o tom institucional; a cidade de Trabzon empresta o nome à manteiga que ficou logo acima.
Para o leitor no Brasil, o episódio entrega fato concreto, produto com história e um espelho possível em cremes e manteigas de origem definida que já fazem parte da mesa nacional, sem precisar inventar números ou órgãos que a cobertura não trouxe.





