Novas estações tratam esgoto de 2 piscinas olímpicas por dia na Grande SP

ETEs Cabuçu e Fortaleza receberão esgoto de 9 mil residências e beneficiará 44 mil pessoas, em Guarulhos

Novo sistema de tratamento de esgoto receberá águas de sete bairros de Guarulhos

Novo sistema de tratamento de esgoto receberá águas de sete bairros de Guarulhos | João Valério/Governo de SP

Duas novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) foram inauguradas em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (25/9). O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou dos eventos.

As ETEs Cabuçu e Fortaleza irão receber o esgoto de 9 mil residências e tratarão, diariamente, mais de 5 milhões de litros de esgoto, equivalentes a mais de duas piscinas olímpicas.

O novo sistema de tratamento de esgoto receberá o esgoto de sete bairros de Guarulhos, beneficiando diretamente 44 mil pessoas e contribuindo para a redução da poluição no rio Tietê e em seus afluentes.

Na última quarta-feira (20/9), a Sabesp entregou as obras de recuperação e modernização da Estação Elevatória de Esgotos (EEE) Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

O empreendimento custou R$ 12,8 milhões e beneficiou diretamente 19.800 residências em Itaquaquecetuba e Arujá, um total de 79.200 pessoas.

As águas de esgoto coletadas terão dois destinos diferentes, segundo o Governo do Estado. Confira:

ETE Cabuçu

Pioneira na região, a ETE Cabuçu usará a tecnologia de Biorreator com Biobobs para tratar o esgoto. O sistema integra tanques de tratamento biológico com pequenos suportes móveis, os chamados biobobs.

Os micro-organismos se fixam nesses filtros e se desenvolvem, acelerando a decomposição da matéria orgânica e funcionando como um “aspirador” para a remoção de nutrientes presentes no esgoto.

ETE Fortaleza

Já no ETE Fortaleza, a água será tratada com a tecnologia de Lodos Ativados com Biocords, um aprimoramento do processo convencional que utiliza instrumentos fixos para aumentar o crescimento de biomassa, ampliando a eficiência da remoção de poluentes e otimizando a capacidade de tratamento sem necessidade de ampliar tanques.

Depois de tratado e despoluído, o efluente será direcionado para os córregos Cabuçu e do Entulho, contribuindo para a saúde dos próprios cursos d’água e do Tietê, que recebe suas águas.

Além de contribuir para a preservação dos recursos hídricos e o desenvolvimento socioambiental da região, o tratamento contribui para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e da saúde pública.