O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira (17) que será praticamente impossível aumentar o valor do subsídio para evitar o aumento da tarifa de ônibus na Cidade. Atualmente, a Prefeitura repassa às empresas de transporte público coletivo em atuação no Município cerca de R$ 3,3 bilhões por ano.
“Ter caixa para manter mais isso seria bastante difícil. A gente sempre teve uma postura de tratar todos os temas com muita transparência. Esse ano, a Prefeitura de São Paulo já vai colocar R$ 3,3 bilhões de subsídio, se não fosse o subsídio a tarifa seria de R$ 6,20. Nesse momento com o crescimento do aumento de pessoas em situação de rua, pessoas de alta vulnerabilidade, nós temos uma responsabilidade muito grande de investir recursos nesse pessoal em um país necessitado”, disse o prefeito.
Um dos fatores que impactam no eventual aumento de tarifas foi o aumento do diesel em 2021 que teve salto de 65,5%. Este produto representa 20% da composição do custo do transporte. As informações são do G1.
“É uma conta difícil de fechar, nós vamos jogar todas as nossas cartas, todo nosso empenho para que o governo federal nos ajude.”, afirmou Nunes alegando que, caso aumente o subsídio para as empresas de transporte, teria de tirar dinheiro da Educação, Saúde e outras áreas importantes.
O político afirmou que pretende pedir ajuda do governo federal a fim de obter subsídios que evitem o aumento de tarifas de ônibus na Capital e se reuniu, na manhã desta quarta, com outros prefeitos da região.
“Eles me incumbiram de fazer uma solicitação de agenda ao Ministério da Economia, com presidente do Senado, o senador Rodrigo Pacheco, e o presidente da Câmara. E eu fiz essa solicitação para semana que vem nós apresentarmos uma solicitação para que o governo federal nos ajude com o subsídio. Esse é um tema que a Frente Nacional de Prefeitos já vem tratando há mais de 2 anos, tentando convencer o governo federal da importância de apoio ao sistema de transporte coletivo.” (Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes)
Nunes foi questionado sobre a existência de outras fontes de renda que pudessem gerar a verba necessária para aumento do subsídio que evitaria o reajuste nas passagens, mas ao responder, o prefeito afirmou que espera que futuras concessões dos terminais possam contribuir neste sentido.
