O que saiu do fundo da Baía da Babitonga acabou transformando 8,8 km de praias em Santa Catarina

Iniciada em outubro de 2025, a obra também entrou para a história por ser a primeira do país a utilizar o método

Areia veio do canal de acesso à Baía da Babitonga e foi reaproveitada na recuperação da orla/Divulgação

A maior obra de alargamento de praias do Brasil foi concluída em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, após ampliar 8,8 quilômetros da orla. A intervenção, finalizada na segunda-feira (24/8), aumentou entre 50 e 200 metros a faixa de areia das praias Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar.

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Iniciada em outubro de 2025, a obra também entrou para a história por ser a primeira do país a utilizar, no alargamento de praias, sedimentos retirados de uma dragagem portuária. A areia veio do canal de acesso à Baía da Babitonga e foi reaproveitada na recuperação da orla.

A intervenção foi realizada pelo Porto de São Francisco do Sul em parceria com a Prefeitura de Itapoá. Segundo o município, o alargamento deve reforçar a proteção da costa em uma cidade que enfrenta problemas frequentes com a erosão provocada pelo mar.

Areia retirada da Baía da Babitonga foi usada para ampliar praias

Os sedimentos utilizados na obra foram retirados do canal da Baía da Babitonga, durante os trabalhos de dragagem necessários para ampliar a capacidade de navegação na região.

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A areia foi bombeada de uma profundidade de 16 metros pela draga Galileo Galilei, embarcação de 170 metros de comprimento. Em seguida, os sedimentos foram transportados por uma tubulação de cerca de 400 metros até a praia.

No local, máquinas espalharam a areia ao longo da orla, ampliando a área destinada aos banhistas.

A utilização do material da dragagem no alargamento permitiu que a mesma obra atendesse a dois objetivos: reforçar a proteção do litoral de Itapoá e contribuir para a modernização do canal de acesso aos portos da Baía da Babitonga.

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Dragagem continua até 2026 para receber supernavios

Mesmo com o fim do alargamento das praias, os trabalhos de dragagem no canal de acesso à Baía da Babitonga devem continuar até o fim de 2026, segundo o Porto de São Francisco do Sul.

A expectativa é ampliar a capacidade do complexo portuário para receber navios maiores. Após a conclusão da dragagem, a região poderá receber embarcações de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 16 mil TEUs.

Atualmente, o canal permite a entrada de navios de até 336 metros.

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O Complexo Portuário da Baía da Babitonga, formado principalmente pelos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, responde por mais de 60% da movimentação portuária de Santa Catarina em tonelagem. Com a conclusão da dragagem, a expectativa é ampliar a competitividade e a capacidade operacional dos terminais da região.