A obra da Ciclovia dos Caiçaras, no Guarujá, voltou a gerar reclamações entre moradores. A intervenção, que envolve um investimento de mais de R$ 1 milhão, também registrou um acidente durante a execução e teve o prazo de conclusão alterado.
Os trabalhos começaram em julho de 2025, com previsão inicial de entrega para janeiro de 2026.
Posteriormente, o cronograma foi modificado e passou a indicar agosto deste ano.
Segundo a Prefeitura de Guarujá, porém, a conclusão do projeto está prevista para o segundo semestre de 2026.
Moradores também questionam o andamento dos serviços e demonstram incerteza sobre quando a intervenção será efetivamente concluída.
Um residente ouvido pela reportagem do Diário do Litoral, que preferiu não se identificar, destacou o intenso movimento de veículos, pedestres e ciclistas na região.
Obra passa de R$ 1 milhão
O projeto tem custo total previsto de R$ 1.094.650. Desse valor, R$ 919.444,80 são provenientes de um convênio com a Secretaria de Governo e Relações Institucionais (SGRI) do Estado de São Paulo.
A Prefeitura é responsável pelos outros R$ 175.205,20, que saem dos cofres públicos municipais.
Até o momento, o Executivo informou que não há previsão de reajuste no valor da obra.
A intervenção faz parte de um projeto de conexão entre a Avenida Adhemar de Barros e o bairro Guaiúba.
Além da ciclovia, estão previstas ações de pavimentação, sinalização, iluminação, paisagismo e outras melhorias viárias.
Motociclista ficou ferido durante a obra
Um dos principais episódios relacionados à execução ocorreu em 19 de agosto, quando um motociclista de 38 anos caiu em um buraco localizado em um trecho em obras da Avenida dos Caiçaras.
O homem sofreu lesões e fraturas no braço e na perna. De acordo com o relato da família, ele precisou se deslocar para a esquerda para permitir a passagem de outro veículo e acabou caindo no buraco.
Ainda segundo os familiares, uma sinalização adequada poderia ter evitado o acidente.
Prefeitura diz que empresa foi notificada
Procurada pelo Diário do Litoral, a Prefeitura de Guarujá afirmou que o contrato da obra foi firmado em 2024, durante a gestão anterior, enquanto a fiscalização dos trabalhos é realizada pela atual administração.
Segundo o Executivo, a empresa responsável pela execução já recebeu diversas notificações por problemas relacionados aos serviços, à sinalização e à segurança do trecho.
Após o acidente de 19 de agosto, a Prefeitura informou ter reforçado a cobrança e formalizado uma nova notificação à empresa, em conjunto com o setor jurídico.
O documento exige o cumprimento das obrigações previstas no contrato, principalmente as medidas de segurança relacionadas à execução da obra.
Retirada de coqueiros também gera questionamentos
Outra mudança que chamou a atenção dos moradores foi a retirada de árvores e coqueiros que estavam no canteiro central da Avenida dos Caiçaras.
A intervenção provocou questionamentos sobre a necessidade da retirada e os impactos provocados pela obra.
A Prefeitura informou que um novo projeto de paisagismo faz parte das intervenções previstas para o local.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Climática (Semam), a proposta prevê o plantio de 146 novas espécies adequadas à arborização urbana após a conclusão dos trabalhos.
Com isso, a administração municipal sustenta que a área deverá receber nova arborização ao fim da intervenção.
A previsão informada pela Prefeitura é de que a obra seja concluída no segundo semestre de 2026.
