Nunes propõe mudanças na gestão de escolas e gera discussão sobre privatização

Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para discutir um novo modelo no ensino público

Consulta pública está aberta até 26 de janeiro, por meio da plataforma Participe Mais, da Prefeitura de São Paulo

Consulta pública está aberta até 26 de janeiro, por meio da plataforma Participe Mais, da Prefeitura de São Paulo | Divulgação/PMSP

A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para discutir um novo modelo de gestão de escolas municipais de Ensino Fundamental que prevê parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

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A proposta, conduzida pela Secretaria Municipal de Educação (SME), reacende o debate sobre uma possível privatização da gestão de unidades da Rede Municipal de Ensino.

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Em análise pela administração municipal, o modelo prevê a celebração de termos de colaboração com OSCs para a gestão complementar de escolas públicas.

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A consulta pública está aberta até 26 de janeiro, por meio da plataforma Participe Mais, da Prefeitura de São Paulo. O calendário escolar já definiu o dia de retorno das aulas da rede estadual.

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Transferência de gestão

Embora a Prefeitura afirme que as unidades permaneceriam públicas, integradas à rede municipal e submetidas às diretrizes pedagógicas da SME, o formato transfere parte da gestão a entidades da sociedade civil, o que tem sido interpretado por críticos como uma forma indireta de privatização.

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Segundo a Secretaria, as parcerias seguiriam o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei Federal nº 13.019/2014) e não alterariam critérios como matrícula por georreferenciamento, currículo obrigatório e diretrizes administrativas da rede.

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Projeto referência

Como referência, a Prefeitura cita a experiência da EMEF Liceu, administrada em parceria com a OSC Liceu Coração de Jesus.

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A unidade apresentou resultados acima da média da rede municipal nas edições de 2023 e 2024 da Provinha São Paulo, tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática, além de índices elevados de satisfação entre pais e responsáveis.

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Alertas

Para a gestão municipal, o desempenho da escola indica que o modelo pode contribuir para a melhoria dos indicadores educacionais.

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Já entidades sindicais e especialistas em políticas públicas educacionais costumam alertar para riscos de perda de controle público, precarização das relações de trabalho e desigualdades no acesso, temas que tendem a ganhar espaço no debate público durante a consulta.

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Em 2025, por exemplo, a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc) manifestou oposição a um projeto da Prefeitura de São Paulo que visa conceder a gestão de escolas municipais à iniciativa privada.

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A entidade classificou a proposta como “arbitrária” e prejudicial à educação pública, reforçando que modelos desse tipo representam uma ameaça à gestão pública e aos profissionais da educação.

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A Prefeitura afirma que a consulta tem caráter consultivo e não representa decisão definitiva sobre a adoção do modelo. As contribuições recebidas poderão resultar em ajustes, reformulações ou até no arquivamento da proposta.