O que aconteceu com os motoristas de carros de luxo envolvidos em acidentes?

Caso mais famoso de 2024 envolve o motorista do Porsche, Fernando Sastre de Andrade Filho

Saiba quem são os motoristas de carros de luxo envolvidos em acidentes

Saiba quem são os motoristas de carros de luxo envolvidos em acidentes | Reprodução Tv Globo/reprodução

Acidentes envolvendo motoristas de carros de luxo sempre aparecem na mídia. O último caso que recebeu atenção foi o do motorista do Porsche, Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos.

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O jovem dirigia seu carro a 114,8 km/h quando bateu na traseira de um Renault Sandero. Esse acidente matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e feriu gravemente Marcus Vinicius Machado Rocha.

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Após investigações, foi comprovado que o grupo do qual fazia parte ingeriu bebida alcoólica em um restaurante antes do incidente, mas não há como ter alguma prova concreta sobre a sua condição, já que os policiais responsáveis por atender a ocorrência não realizaram o teste do bafômetro no suspeito.

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Atualmente, Fernando se encontra preso na Penitenciário 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. Confira outros casos com a mesma premissa.

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Caso Mercedes

Reprodução/TV Globo

Uma mulher, de 36 anos, foi atropelada por uma Mercedes na Alameda Rio Negro, no Alphaville Industrial, em Barueri, grande São Paulo. Como resultado do acidente, a vítima teve uma perna amputada.

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Segundo testemunhas, o veículo disputava um racha com outra Mercedes e, em certo ponto, uma moto de um motorista de aplicativo foi atropelado. O motorista teve apenas lesões leves, diferentemente da passageira. Ambos não foram socorridos pelo dono da Mercedes, que fugiu.

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Carlos André Pedroni de Oliveira, responsável por atropelar as vítimas, se entregou à polícia no dia 22 de maio. O sujeito foi indiciado por lesão corporal gravíssima, fuga de local de acidente e omissão de socorro, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

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Caso Audi

Carro de luxo atingiu um caminhão e o veículo de um motorista de aplicativo na altura do km 82 da Rodovia dos BandeirantesReprodução/EPTV

Um empresário, de 38 anos, dirigia seu Audi quando bateu na traseira de um Nissan Versa e feriu três pessoas, duas gravemente e uma com ferimentos leves. O caso aconteceu no dia 18 de maio, no km 82 da rodovia dos Bandeirantes, em Campinas, no interior de São Paulo.

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O motorista apresentava sinais de embriaguez, mas recusou realizar o teste do bafômetro, segundo informações passadas pelas autoridades à “EPTV”.

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Após prestar depoimento na 2ª Seccional de Polícia de Campinas, o empresário foi liberado.

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Caso Thor Batista

Divulgação

O médico e filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, matou um ciclista na rodovia Washington Luís (BR-040), na Baixada Fluminense, no dia 17 de março de 2012. O médico dirigia uma Mercedes-Bens SLR McLaren quando atropelou a vítima.

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Wanderson Pereira dos Santos, ajudante de caminhão, andava de bicicleta quando foi atingido pelo veículo a 110 km/h, segundo informações da perícia. A velocidade do carro não é precisa, já que outro laudo indicou que a velocidade era de 135 km/h.

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Um ano após o acidente, o médico foi condenado pela juíza Daniela Barbosa, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, e teve de pagar uma multa de R$ 500 mil à família da vítima. Entretanto, via recurso, Thor foi absolvido no ano seguinte, após dois dos três magistrados votarem a favor da absolvição.

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Caso Luiz Fernando Ribas Carli Filho

Reprodução/TV Paranaense

Outro caso de relevância foi o do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que aconteceu no dia 7 de maio de 2009, em Curitiba, no Paraná. Após beber quatro garrafas de vinho com amigos, Carli acelerava seu Passat Variant enquanto dirigia pela cidade.

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O ex-político estava com a carteira suspensa, com 23 pontos por alta velocidade, e bêbado. O resultado foi a morte de dois jovens, Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Yared, de 20 e 26 anos, respectivamente.

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As vítimas estavam em um Honda Fit quando foram surpreendidas por um carro que as atingiu por cima. Yared teve sua cabeça decapitada. Carli Filho dirigia em alta velocidade e passava por um cruzamento no topo de um morro, o que o lançou em cima dos jovens.

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Segundo o Ministério Público do Paraná, não havia como as vítimas se defenderem, portanto, Carli Filho merecia a pena máxima de 30 anos de prisão. Entretanto, após a utilização de recursos e novos julgamentos, o acusado foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto, em dezembro de 2018.

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Em resultado a superlotação de detentos sob regime semiaberto no Paraná à época, após passar quatro dias preso, o ex-deputado passou a cumprir sua pena em casa, monitorado por uma tornozeleira eletrônica.

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Já em agosto de 2020, Carli Filho conseguiu a progressão para o cumprimento da pena sob regime aberto.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita