O que evitar comer nos blocos de rua do Carnaval para não passar mal

Apesar da praticidade, o consumo de alimentos mal conservados pode resultar em intoxicação alimentar

Altas temperaturas do verão favorecem a deterioração dos alimentos e a proliferação de microrganismos

Altas temperaturas do verão favorecem a deterioração dos alimentos e a proliferação de microrganismos | Reprodução/Governo de SP

Com jornadas que começam cedo e avançam pela madrugada, o Carnaval e o pós-Carnaval leva milhares de foliões às ruas, onde a alimentação costuma ocorrer em quiosques e com vendedores ambulantes.

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Apesar da praticidade, o consumo de alimentos mal conservados pode resultar em intoxicação alimentar e interromper a festa.

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Para a Agência Gov, o gastroenterologista Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Gerson Nogueira de Moraes, explica que as altas temperaturas do verão favorecem a deterioração dos alimentos e a proliferação de microrganismos.

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Segundo ele, muitos ambulantes não dispõem de estrutura adequada para garantir refrigeração e manuseio correto, o que aumenta o risco de contaminação.

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Como evitar intoxicação alimentar

Entre os alimentos mais consumidos nas ruas estão espetinhos, sanduíches naturais e preparações com maionese.

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O médico orienta que o folião observe sinais de possível deterioração antes de ingerir qualquer produto. Alterações no cheiro, sabor, cor e textura são indicativos de que o alimento pode estar impróprio para consumo.

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Os sintomas mais comuns de intoxicação alimentar incluem diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal. Em quadros mais intensos, pode haver desidratação, exigindo atendimento médico.

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Nesses casos, é fundamental procurar avaliação profissional para verificar a necessidade de hidratação venosa, medicação ou, em situações mais graves, internação.

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De acordo com o especialista, o número de atendimentos por intoxicação alimentar tende a crescer no verão, especialmente durante festas populares. O consumo excessivo de álcool também contribui para a negligência com a qualidade dos alimentos e reduz os cuidados básicos com a saúde.

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Para evitar problemas, a recomendação é priorizar alimentos levados de casa ou adquiridos em estabelecimentos de confiança. Opções práticas, como barras de cereal, frutas secas e chips de leguminosas, são alternativas mais seguras para quem passa horas fora de casa.

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A hidratação deve ser constante, com ingestão de água, bebidas isotônicas ou sucos. Já alimentos perecíveis ou à base de ovo, como sanduíches com maionese e iogurtes, devem ser evitados devido ao maior risco de contaminação quando expostos ao calor e à conservação inadequada.