Obras subterrâneas avançam em SP e prometem mudar cidade até 2028

Projetos, conduzidos por diferentes esferas do poder público, têm prazos que se estendem entre 2026 e 2028

Intervenções ocorrem abaixo do nível das ruas e envolvem escavações profundas em regiões urbanizadas

Intervenções ocorrem abaixo do nível das ruas e envolvem escavações profundas em regiões urbanizadas | Divulgação

Um conjunto de obras subterrâneas avança em São Paulo e deve transformar áreas estratégicas como saneamento, drenagem urbana, mobilidade e requalificação do espaço público nos próximos anos.

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Os projetos, conduzidos por diferentes esferas do poder público, têm prazos que se estendem entre 2026 e 2028 e impactam diretamente a rotina de milhões de moradores da capital e da região metropolitana.

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As intervenções ocorrem abaixo do nível das ruas e envolvem escavações profundas em regiões urbanizadas, muitas vezes sobre solo instável, com lençol freático elevado, fundações antigas e uma complexa rede de cabos e tubulações.

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Transtornos

Para reduzir transtornos, as obras são executadas em etapas e de forma descentralizada, permitindo a manutenção dos serviços essenciais e da circulação urbana.

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No saneamento, o programa IntegraTietê concentra parte significativa dos investimentos.

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Entre 2023 e 2025, o governo estadual aplicou cerca de R$ 6 bilhões na ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, com a implantação de 714 quilômetros de redes e a inclusão de aproximadamente 679 mil domicílios no sistema de tratamento.

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O pacote inclui ainda a construção e ampliação de estações de tratamento, com obras antecipadas para 2027.

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Na drenagem urbana, a Prefeitura de São Paulo executa galerias subterrâneas e reservatórios de contenção em áreas historicamente afetadas por enchentes.

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Na zona sul, o novo sistema do córrego Piraporinha prevê 4,5 quilômetros de galerias. Em 2025, havia oito piscinões em construção na cidade, com entregas previstas entre 2026 e 2027, incluindo estruturas no Capão Redondo e na Vila Mariana.

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Impactos na mobilidade urbana

A mobilidade urbana também é impactada por grandes obras no subsolo. Túneis viários estão em execução ou em fase de licitação para reorganizar o tráfego e liberar espaço na superfície.

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Entre eles estão o túnel sob a avenida Cecília Lottenberg, com investimento de R$ 376 milhões e previsão de conclusão em 2027, e o túnel Sena Madureira, cujo processo licitatório foi retomado.

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No transporte sobre trilhos, avançam as escavações da Linha 6-Laranja e da expansão da Linha 2-Verde do Metrô.

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A Linha 6 atingiu cerca de 75% de execução, com previsão de início de operação parcial em 2026. Já a expansão da Linha 2 segue em duas etapas, com entregas programadas entre 2027 e 2028.

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Apesar de integrarem uma mesma estratégia de infraestrutura, os projetos seguem cronogramas distintos, condicionados à complexidade técnica e às etapas de remanejamento e testes.

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A expectativa é que os impactos positivos dessas obras se tornem perceptíveis de forma gradual, à medida que os sistemas entrarem em operação.