O eleitor que digita o número errado ou esquece a sequência dos candidatos diante da urna eletrônica precisa resolver a escolha dentro da própria cabine de votação. A solução imediata envolve utilizar o botão laranja para reiniciar a digitação antes de bater o martelo com a tecla verde de confirmação.
A legislação eleitoral não permite que os mesários informem números ou deem qualquer detalhe sobre quem está na disputa. A regra também veta o uso de celulares na seção e proíbe pausas para buscar anotações na bolsa, transformando a colinha em papel levada no bolso na única consulta autorizada.
A ordem dos votos na tela da urna e o uso da tecla corrige
Ao ficar de frente para a máquina, o painel cobra seis votos em uma sequência exata: deputado federal (quatro dígitos), deputado estadual ou distrital (cinco dígitos), senador primeira vaga (três dígitos), senador segunda vaga (três dígitos), governador (dois dígitos) e presidente da República (dois dígitos).
Ao digitar uma sequência que não existe, o equipamento avisa que o voto será nulo. Se a sequência pertencer a outro concorrente, o rosto, o nome e o partido da pessoa aparecem imediatamente na tela da urna para conferência visual.
Caso a foto não seja de quem o eleitor realmente escolheu, o caminho é apertar o botão laranja “Corrige”. O sistema zera o campo em aberto e libera uma nova tentativa. Apertar a tecla verde sem olhar a imagem confirma a escolha para aquele nome exibido, sem chance de cancelamento.
Quem tem direito a acompanhante na cabine
Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem entrar acompanhados até a urna por alguém de sua confiança para ajudar na votação. A presença do auxiliar precisa de autorização do presidente da mesa, e o escolhido não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral nem representar partidos.
As urnas também contam com recursos próprios de acessibilidade eleitoral, como teclado em braille, marca tátil e sintetizador de voz com fones de ouvido para pessoas com deficiência visual realizarem o procedimento com autonomia.
O papel dos mesários e a importância da colinha
A equipe que trabalha nas seções tem permissão restrita para tirar dúvidas sobre o manuseio dos botões e a ordem dos cargos no visor. Os voluntários são proibidos de falar números, indicar nomes ou dar palpites, sob risco de punição por quebra de neutralidade partidária.
Uma vez iniciado o processo, o cidadão precisa concluir a votação na máquina, sem permissão para sair da sala e pegar anotações deixadas do lado de fora. A Justiça Eleitoral autoriza e orienta que cada pessoa leve a colinha de papel na mão ou no bolso.
Quem esquecer os dígitos para deputado federal ou estadual pode digitar apenas os dois primeiros números para registrar o voto de legenda.
Para os demais cargos em disputa, restam as opções de voto em branco ou anulação pelo teclado. O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro, e o segundo turno, onde houver disputa, no dia 25 de outubro, tornando a colinha física essencial para votar com rapidez.




