OMS alerta países que buscam relaxar restrições impostas para conter a Covid-19

Para a organização, redução de restrições representará risco significativo até que vacinas sejam desenvolvidas

O diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan

O diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan | Reprodução/Twitter

Neste domingo (3), o principal especialista em emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a redução do isolamento social em várias partes do mundo representará risco significativo até que vacinas sejam desenvolvidas.

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Ryan afirmou também que a situação parece estar controlada em algumas partes do mundo – “nesse sentido, há esperança” -, mas que outros lugares estão no olho do furacão, em uma entrevista à Reuters.

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“O que estamos aprendendo é que é possível manter essa doença sob controle e é possível começar a retomar uma vida econômica e social normal, com uma nova forma de fazer isso, com cuidado e vigilância extremos”, afirmou Ryan.

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Ele relembrou que alguns países ainda estão vendo uma “trajetória ascendente dos casos” e que existe um problema pela falta de disponibilidade dos testes.

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Segundo o levantamento da Reuters, mais de 3,44 milhões de pessoas foram infectadas pela Covid-19 e outras 243.015 morreram.

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“Estamos no meio da luta pela nossa vida – todos nós, ao redor do mundo,” disse Ryan. “Haverá um risco grande e significativo até chegarmos em um ponto em que tenhamos uma vacina segura e eficaz, disponível para todos”.

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Entretanto, ele alertou que qualquer governo que busque relaxar as restrições deve fazê-lo com extrema cautela.