Passageiros indisciplinados podem ficar até 1 ano sem voar após novas regras da Anac que já estão valendo no Brasil e ampliam punições

Multa pode chegar a R$ 17,5 mil e empresas terão de compartilhar informações sobre casos graves registrados em voos nacionais

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 881 ocorrências de indisciplina no transporte aéreo.

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 881 ocorrências de indisciplina no transporte aéreo. Foto: Reprodução/Magnific/standret

Passageiros indisciplinados passam a seguir novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a partir desta segunda-feira (14/9), com aplicação em aeroportos brasileiros e voos regulares domésticos.

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A medida organiza as respostas para diferentes tipos de ocorrência e busca reduzir situações que comprometem a segurança, a ordem ou a dignidade durante as operações aéreas.

O que muda para passageiros indisciplinados

A Resolução 800 da Anac estabelece uma classificação para os atos de indisciplina. A norma separa as ocorrências conforme a gravidade da conduta e define medidas diferentes para cada situação.

Nos casos mais leves, o passageiro pode receber orientação. A regra também considera situações como desobediência às instruções de funcionários, descumprimento de normas e comportamentos que provoquem tumulto.

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Quando a conduta for classificada como grave, a Anac prevê multa de R$ 17,5 mil. A medida pode atingir situações como ameaças, agressões, danos que afetem a operação e determinadas condutas dentro da aeronave.

Casos podem gerar suspensão do voo

As situações consideradas gravíssimas podem levar à suspensão do acesso ao transporte aéreo. Nesse caso, o período pode ser de seis ou 12 meses, conforme a conduta registrada.

Entre os exemplos estão agressões físicas contra integrantes da tripulação, interferência em equipamentos de segurança e tentativa de invasão da cabine de comando.

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A aplicação da suspensão exige que a companhia analise a ocorrência. A regra também garante ao passageiro o direito à ampla defesa durante o procedimento.

Como funciona a restrição de embarque

O passageiro suspenso pode ter a emissão de novas passagens bloqueada. O check-in também pode ser impedido durante o período determinado pela empresa.

A companhia responsável pela aplicação da suspensão deve compartilhar os dados do passageiro com outras empresas aéreas. Assim, a restrição alcança os voos regulares domésticos operados por diferentes companhias.

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A norma determina ainda que as empresas mantenham mecanismos para compartilhar essas informações de forma simultânea. O objetivo é permitir que a suspensão seja cumprida durante o período estabelecido.

Companhias também podem ser penalizadas

As empresas aéreas precisam cumprir as restrições determinadas pela regulamentação. O descumprimento das regras pode gerar sanções administrativas aplicadas pela Anac.

Os operadores também devem comunicar os casos registrados à agência. Para ocorrências gravíssimas, a comunicação deve ser imediata.

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Nos casos graves, o prazo chega a cinco dias. Para as demais ocorrências, a comunicação pode ser feita em até 30 dias.

Número de ocorrências aumentou no Brasil

A mudança ocorre após o aumento dos registros de indisciplina no transporte aéreo. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil contabilizou 881 ocorrências.

Desse total, 154 episódios tiveram potencial de comprometer a segurança operacional. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, esse grupo apresentou crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

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Em 2025, foram registrados 1.764 episódios de indisciplina em aeroportos e aeronaves. O número representou alta de 66% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 1.061 casos.