Prédio que desabou em SP tem sócio de construtora preso pela polícia e outros dois representantes são alvo de mandados de prisão

A investigação apura as circunstâncias da tragédia, documentos apresentados ao município e possíveis falhas no processo de fiscalização

Uma das vítimas era uma mulher grávida, segundo as informações divulgadas após o resgate.

Uma das vítimas era uma mulher grávida, segundo as informações divulgadas após o resgate. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um prédio que desabou em São Paulo levou a Polícia Civil a prender temporariamente, neste domingo (13/9), um dos sócios da empresa responsável pela construção. A medida ocorreu durante a investigação do desabamento registrado na madrugada de sábado (12/9), no bairro da Penha, zona leste da capital paulista.

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Sócio da construtora é levado para distrito policial

O homem foi encaminhado ao 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, onde deve prestar depoimento. A polícia também expediu outros dois mandados de prisão temporária contra representantes da construtora New Home.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias que envolveram a construção do edifício e as condições da obra antes do desabamento. As diligências continuam para localizar os demais alvos das ordens judiciais.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o imóvel tinha 12 andares e caiu sobre uma residência na Rua Tequici, na Penha.

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Obra tinha histórico de irregularidades

A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura de São Paulo. Em 2021, o município entrou com uma ação judicial para pedir a demolição de uma estrutura considerada irregular no endereço.

Antes disso, a Subprefeitura da Penha realizou fiscalizações no local. A prefeitura informou que houve interdição da obra e aplicação de multas. Uma delas chegou a R$ 119 mil.

Um pedido de alvará apresentado pela construtora em 2019 também havia sido negado pelo município. Depois, a empresa apresentou um novo projeto para a área.

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Em 2024, uma vistoria apontou que a demolição exigida teria sido realizada. Com essa informação, o processo judicial foi encerrado. Agora, a documentação e as condições da construção estão novamente sob análise.

Investigação também apura fiscalização

A Prefeitura de São Paulo informou que a Controladoria Geral do Município investiga a fiscalização feita no endereço. Uma servidora responsável pelo laudo de 2024 foi afastada temporariamente durante a apuração.

As informações divulgadas até o momento indicam que a demolição apontada no documento pode não ter ocorrido conforme a exigência municipal. O caso deverá esclarecer como a nova construção avançou no local.

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A ocorrência aconteceu durante um período de chuvas fortes no estado. A Defesa Civil de São Paulo registrou previsão de chuva para a capital nos dias 12 e 13 de setembro.

O órgão, porém, informou que ainda não era possível afirmar que as condições meteorológicas tinham relação direta com o desabamento. A causa da queda segue sob investigação.

Resgate terminou com seis mortes

O desabamento deixou seis pessoas mortas, entre elas três mulheres, dois homens e uma criança. Uma das mulheres estava grávida.

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Um homem e uma criança foram encontrados com vida pelos bombeiros. Eles receberam atendimento médico após serem retirados dos escombros.

O trabalho das equipes de emergência ocorreu durante horas no local. Bombeiros utilizaram viaturas, equipes de busca e cães para localizar vítimas entre os materiais da construção.

A investigação deve analisar documentos, fiscalizações e as condições estruturais do imóvel. A defesa dos responsáveis ainda poderá apresentar sua versão sobre os fatos.

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Novas informações sobre o caso podem surgir com o avanço das perícias e dos depoimentos. O processo também deve esclarecer eventuais responsabilidades relacionadas à construção e à fiscalização do imóvel.