Pesquisa aponta que 88% dos paulistanos acreditam em Deus, e 55%, em vida além da morte

Levantamento do Instituto Badra ouviu 1.060 moradores da capital paulista e identificou que quase nove em cada dez acreditam em Deus. Pouco mais de quatro em cada dez afirmam acreditar na existência de vida após a morte

Cidade medieval de Visby, na ilha de Gotland, preserva muralhas históricas, ruínas de igrejas e ruas de pedra na Suécia (Foto: Arild Vågen/Wikimedia Commons)

Pesquisa foi realizada pelo Instituto Badra entre os dias 3 e 7 de julho de 2026, com 1.060 moradores do município de São Paulo, com 16 anos ou mais (Crédito: Arild Vågen/Wikimedia Commons)

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (16/7) pelo Instituto Badra mostra que 88,7% dos paulistanos afirmam acreditar na existência de Deus, contra apenas 7,9% que não acreditam.

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Em um levantamento inédito realizado entre os dias 3 e 7 de julho de 2026, com 1.060 moradores da cidade de São Paulo, o Instituto investigou como a população paulistana interpreta temas relacionados à espiritualidade, à vida após a morte e ao sobrenatural, revelando um retrato surpreendente das crenças presentes na maior cidade brasileira.

O primeiro dado que chama a atenção é que 55,3% dos entrevistados afirmam não acreditar na existência de vida após a morte, enquanto 41,7% dizem acreditar e apenas 3% não souberam responder.

Outro aspecto que desperta interesse é a diversidade das crenças investigadas. Enquanto 65,7% acreditam na existência de anjos e 66,0% acreditam em demônios, apenas 34,3% afirmam acreditar na reencarnação.

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A pesquisa também identificou que 23% acreditam em fantasmas, assombrações ou almas penadas, embora apenas 17,5% afirmem já ter vivenciado alguma experiência dessa natureza.

Vida após a morte

Quando questionados sobre o que acontece depois da morte, os entrevistados apresentaram respostas bastante diversificadas: 36% acreditam que a pessoa permanece aguardando o juízo ginal, 26,2% entendem que nada acontece além da decomposição do corpo, 17,9% acreditam que a alma segue para o céu, purgatório ou inferno, enquanto 12,8% defendem a reencarnação. Outros 7% preferiram não opinar ou disseram não saber responder.

A pesquisa também investigou outras manifestações de espiritualidade e crenças populares: 60,9% afirmam acreditar em mau-olhado, quebranto ou olho gordo, enquanto 31,5% acreditam em bruxaria ou feitiçaria. Já 40% dizem possuir alguma superstição.

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No universo das práticas esotéricas, 20,6% afirmam consultar o horóscopo com frequência e 23,4% relatam já ter recorrido, pelo menos uma vez na vida, a oráculos como tarô, búzios, runas ou numerologia.

Entre aqueles que tiveram esse tipo de experiência, o tarô aparece como a prática considerada mais impactante, seguido pela numerologia e pelos búzios.

Vida extraterrestre?

O levantamento também explorou temas relacionados ao desconhecido fora da tradição religiosa. Apenas 16,2% dos paulistanos acreditam na existência de vida extraterrestre, enquanto 78,3% afirmam não acreditar, mostrando um comportamento mais cético quando o tema se desloca da espiritualidade para hipóteses relacionadas ao universo.

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Outro resultado que merece destaque diz respeito ao medo da morte. Apesar de o tema ocupar lugar central nas diferentes tradições religiosas, 64,5% afirmam não ter medo de morrer, contra 33,4% que reconhecem sentir esse temor.

Segundo o Instituto Badra, um dos aspectos mais relevantes da pesquisa está justamente na diversidade de respostas encontradas.

“Mais do que medir crenças religiosas, o levantamento revela como os paulistanos procuram atribuir significado a uma das maiores perguntas da existência humana. A pesquisa demonstra que fé, espiritualidade, tradição religiosa e experiências pessoais convivem de forma bastante plural na sociedade contemporânea”, destaca o jornalista Maurício Juvenal, consultor em análise de dados da instituição.

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PRINCIPAIS RESULTADOS

  • 88,7% acreditam na existência de Deus;
  • 66,0% acreditam em demônios;
  • 65,7% acreditam em anjos;
  • 60,9% acreditam em mau-olhado;
  • 55,3% dizem não acreditar em vida após a morte;
  • 41,7% acreditam em vida após a morte;
  • 40,0% possuem alguma superstição;
  • 34,3% acreditam em reencarnação;
  • 31,5% acreditam em bruxaria ou feitiçaria;
  • 23,4% já consultaram tarô, búzios, runas ou numerologia;
  • 23,0% acreditam em fantasmas;
  • 20,6% consultam horóscopo;
  • 17,5% afirmam já ter visto fantasmas ou assombrações;
  • 16,2% acreditam em vida extraterrestre.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Badra entre os dias 3 e 7 de julho de 2026, com 1.060 moradores do município de São Paulo, com 16 anos ou mais, utilizando metodologia não probabilística por cotas, respeitando a distribuição religiosa observada pelo Censo Demográfico 2022 do IBGE.

As entrevistas foram presenciais, realizadas nas quatro macrorregiões da capital paulista. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de intervalo de confiança.