A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 5,11% o teto de reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares em 2026. O percentual, aprovado nesta sexta-feira (29/5), é o menor reajuste autorizado desde a pandemia e valerá para cerca de 7,7 milhões de beneficiários em todo o país.
A medida se aplica aos planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde. Já os planos coletivos empresariais e por adesão não entram na regra e seguem com reajustes negociados diretamente entre operadoras e empresas ou entidades de classe.
A despesa com plano se tornou uma das que mais pressionam o orçamento das famílias brasileiras. O que muita gente não percebe é que o preço não aumenta por um único motivo. Na prática, existem três mecanismos diferentes que podem elevar a mensalidade ao longo do tempo.
Custos em alta
Apesar do índice menor, a ANS aponta que os custos da assistência médica continuam em alta. Segundo dados da agência, as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025, impulsionadas pelo aumento do uso de consultas, exames e internações, além da incorporação de novas tecnologias e do envelhecimento da população.
A metodologia utilizada pela agência considera não apenas a inflação oficial, mas também a evolução das despesas médicas das operadoras. O objetivo, segundo a ANS, é evitar repasses automáticos de custos aos consumidores e equilibrar a sustentabilidade financeira do setor.
O novo reajuste começará a ser aplicado no chamado “mês de aniversário” do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi firmado. Para consumidores com aniversário contratual em maio e junho, a cobrança poderá ocorrer a partir de julho ou agosto, com possibilidade de retroação.
A decisão gerou críticas da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), que afirma que o percentual aprovado não acompanha o avanço dos custos médico-hospitalares, da judicialização da saúde e da utilização dos serviços pelos beneficiários.
