Polícia de MG apura se cerveja causou doença misteriosa

Segundo o laudo da Polícia Civil de MG, foi constatada a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, da marca Backer, produzida na capital mineira

A fabricante recolheu lotes da bebida

A fabricante recolheu lotes da bebida | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Laudo da Polícia Civil de Minas Gerais divulgado na quinta-feira (9), apontou a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, da marca Backer, produzida na capital mineira. As investigações, conforme a corporação, continuam, mas existe a possibilidade de a substância estar relacionada à morte de uma pessoa e à internação de outras sete em hospitais da capital e Grande Belo Horizonte. A fabricante recolheu lotes da bebida.

A análise foi feita em garrafas da bebida recolhidas na residências de pessoas contaminadas, no bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte. Todas apresentaram insuficiência renal aguda e alterações neurológicas graves. A morte de um dos pacientes, morador de Ubá, na Zona da Mata, e que esteve no bairro Buritis, ocorreu na terça-feira, 7, em hospital de Juiz de Fora, na mesma região.

Na tarde desta quinta, a Polícia Civil esteve na fábrica da cervejaria, no bairro Olhos d’água, na Região Oeste da cidade. Os lotes a que as garrafas pertenciam foram identificados como os de números L1 1348 e L2 1348. Não há informação sobre o destino dos lotes.

O Procon orienta consumidores do produto que tenham adquirido a cerveja recentemente a conferir as garrafas que possam ter em casa e, se verificarem que pertencem a esses dois lotes, que entreguem as unidades às autoridades de vigilância sanitária. O Procon classifica a situação como “grave” e afirma que os consumidores estão expostos a riscos. Em nota divulgada nas redes sociais, a Backer informou que a substância dietilenoglicol não faz parte do processo de produção da cerveja, mas que, “por precaução, os lotes citados pela Polícia Civil e recolhidos na residência dos consumidores, serão retirados imediatamente de circulação”. A cervejaria informou ainda que continua à disposição das autoridades.

O efeito do dietilenoglicol no corpo humano é compatível com os sintomas apresentados nos quadros de saúde das vítimas. Vômito, dores abdominais e irritação no trato gastrointestinal. A substância pode provocar lesões nos rins e fígado. A substância pode ser encontrada, por exemplo, para refrigeração de equipamentos utilizados na produção industrial.