Preços dos combustíveis retomam patamar pré-pandemia nos postos do ABC

Na semana passada, a gasolina comum foi vendida, em média, por R$ 4,186 o litro nos estabelecimentos da região do ABC Paulista

O valor do produto não para de subir nas bombas, a ponto de a gasolina ser mais vantajosa na hora de abastecer

O valor do produto não para de subir nas bombas, a ponto de a gasolina ser mais vantajosa na hora de abastecer | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O varejo de combustíveis da região do ABC Paulista retomou neste mês os preços cobrados em meados de março, quando o isolamento social imposto para conter a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) derrubou a demanda e, com isso, os valores praticados nos postos.

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Na semana passada, a gasolina comum foi vendida, em média, por R$ 4,186 o litro nos estabelecimentos da região, patamar semelhante ao da quarta semana de março, quando o derivado do petróleo era comercializado por R$ 4,242. Da mesma forma, o etanol foi vendido, em média, por R$ 3,039 o litro no ABC, nível parecido com o da terceira semana de março (R$ 3,068). A região reúne as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

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Os dados integram a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e foram compilados pelo Diário Regional.

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A ANP retomou o levantamento no início de novembro após dois meses de interrupção, ocorrida em função do encerramento do contrato com a empresa que fazia a pesquisa. Na volta, a amostragem foi expandida gradualmente e só na semana passada a coleta de dados voltou a ser feita nos seis municípios do ABC nos quais era realizada anteriormente – a exceção é Rio Grande da Serra.

A trajetória ascendente dos preços começou na segunda semana de maio, quando o governo do Estado começou a afrouxar as medidas de isolamento social e reabrir o comércio, com a consequente retomada da demanda por combustíveis. Desde então, a gasolina ficou 14,3% mais cara nos postos da região, acompanhando também a alta do dólar.

Na mesma comparação, o preço médio do etanol hidratado subiu 30,3% no ABC.

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No caso da gasolina, os preços também foram impulsionados pela recuperação das cotações do petróleo no mercado internacional.

Mais recentemente, porém, as cotações têm oscilado ao sabor de notícias sobre o início da vacinação contra a covid-19 em alguns países, por um lado; e de notícias sobre o recrudescimento da pandemia, por outro.

No caso do etanol, os preços também têm sido pressionados pelo final da safra de cana de açúcar, o que reduz a produção do renovável.

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Gasolina vantajosa

Desde o início de novembro, a gasolina é vantajoso para proprietários de carros flex, pois custa atualmente o equivalente a 72,6% do preço do etanol hidratado.

Por ter menor poder calorífico, o renovável tem preço limite equivalente a 70% do valor do derivado de petróleo para ser considerado vantajoso. Quando a paridade varia entre 70% e 70,4%, a escolha do combustível é facultativa. Acima de 70,4%, a gasolina deve ser a opção escolhida.