O prefeito da cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, Juninho da Padaria (DEM), foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar. A ação aconteceu ontem e tem como objetivo investigar irregularidades na compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) no valor de R$ 4 milhões pela prefeitura.
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A investigação é de responsabilidade da Procuradoria-Geral de Justiça. A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados: o prefeito de Juninho da Padaria, do chefe de gabinete, Silvio Aparecido Martins, e do secretário de Economia e Finanças, Gilmar Dietrich. Eles foram afastados temporariamente das suas funções.
INVESTIGAÇÃO E OPERAÇÃO.
Segundo a polícia, há indícios dos crimes de associação criminosa, fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção ativa e passiva, entre outros.
As investigações iniciadas pelo Ministério Público de Contas apontam ilegalidades na compra de EPIs pelo município de Rio Claro, em razão da pandemia da Covid 19.
A empresa contratada foi fundada em 14 de fevereiro e não tem antecedente de experiência em fornecimento de insumos para a área médica. De acordo com a polícia, há indícios de superfaturamento.
Também ocorreram buscas nas cidades de Praia Grande e São Vicente, sede da empresa que contratou com o poder público. O Tribunal de Justiça decretou a prisão temporária do empresário por cinco dias.
Durante as buscas foram apreendidas duas armas de fogo e munições com o prefeito de Rio Claro, além de valores em dinheiro.
