Prefeitura de Guarujá diz que só descobriu teor de investigações da PF pela imprensa

Administração Municipal foi pega de surpresa após prisão do prefeito Valter Suman e afirma estar colaborando com autoridades

Prefeitura de Guarujá diz que só descobriu teor de investigações da PF pela imprensa

Prefeitura de Guarujá diz que só descobriu teor de investigações da PF pela imprensa | Divulgação/PMG

A Prefeitura de Guarujá, no litoral sul de SP, afirma que só descobriu o teor das investigações realizadas pela Polícia Federal na quarta-feira (15) devido a informações repassadas por veículos de comunicação da Baixada Santista. A ação da PF culminou na prisão do prefeito Válter Suman e do secretário de educação, Marcelo Nicolau, após ambos serem submetidos a interrogatório na sede da Polícia Federal em Santos.

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Em nota emitida no fim da noite desta quarta-feira, a Administração Municipal explicou que os agentes da PF não explicaram, a princípio, o motivo da operação realizada no Paço Municipal que terminou com a retirada de diversos processos e outros documentos que estavam arquivados na Prefeitura de Guarujá. Além do prédio que abriga o Executivo municipal, outros endereços residenciais foram visitados pelos policiais e, em um que pertencia a Nicolau, os agentes encontraram grande quantia em dinheiro, cuja origem não foi explicada pelo prefeito ou pelo secretário, o que motivou a prisão dos dois.

A investigação foi iniciada no começo de 2021 e é referente a supostas irregularidades no contrato entre a Prefeitura e a Organização Social Pró-Vida, que administra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária e 15 Unidades de Saúde da Família (Usafas). Pelas investigações apurarem a destinação de verbas federais, a investigação envolve a PF e o Ministério Público Federal (MPF). Os advogados de Suman e Nicolau ainda não se manifestaram sobre o ocorrido. 

Confira, a seguir, a íntegra do comunicado emitido pela Prefeitura de Guarujá. “A respeito da operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (15) em Guarujá, a Prefeitura esclarece:

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1 – Conheceu o teor das investigações apenas a partir de informações veiculadas pela imprensa, tomando conhecimento de que se trata de denúncia acerca da gestão dos contratos que o Município manteve com a Organização Social (OS) Pró Vida, que, até março último, geria 15 Unidades de Saúde da Família e a UPA Dr. Matheus Santamaria (UPA Rodoviária).

2 – A Prefeitura reforça que os contratos em questão sofreram intervenção municipal decretada pelo prefeito Válter Suman, baseada em suspeitas de irregularidades e má gestão por parte da OS, que iam desde o não pagamento de salários, verbas rescisórias e fornecedores até falhas nas prestações de contas e perigo de desassistência ao público.


3 – Como não havia atendimento às notificações emitidas constantemente pela Secretaria Municipal de Saúde, o prefeito decidiu pela intervenção, processo que culminou com a desqualificação da OS, decretada em julho, seguida por uma ação civil pública oferecida pelo Município ao Judiciário, na qual é requerida, inclusive, ressarcimento de valores pela OS aos cofres públicos.

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4 – Durante todo esse trâmite, a Prefeitura manteve constante diálogo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, comunicando, o tempo todo, as medidas que seriam adotadas.

5 – Por fim, a Prefeitura de Guarujá informa que está colaborando com as investigações, fornecendo documentos e informações solicitados pelos agentes da Polícia Federal e aguarda, resiliente, que sejam feitos os devidos esclarecimentos que demonstrarão a lisura e austeridade de todo o processo que envolve as apurações a respeito da desastrosa gestão das unidades de saúde por parte da Organização Social Pró Vida”.