Morreu nos EUA, aos 101 anos, de causas naturais, o homem que era considerado o preso mais velho do país norte-americano. Ele havia sido condenado em 1950 por assassinato.
Apesar da condenação, segundo reportagem da “BBC”, Francis Smith sempre afirmou que era inocente.
Ele foi acusado, em 1949, do assassinato de Grover Hart, um vigia noturno de um clube náutico em Connecticut, nos EUA.
Smith foi um dos dois homens presos pelo crime, mas seu companheiro no assassinato fez um acordo judicial e testemunhou contra ele, que mais tarde foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau.
Ao longo do processo, segundo a “BBBC”, a culpa de Smith e as provas que levaram à sua condenação foram questionadas, sobretudo depois que testemunhas se retrataram de seus depoimentos e outro detento confessou posteriormente o assassinato.
Em 1954, sua sentença de morte foi alterada para prisão perpétua.
Oito refeições
Foi graças a essas dúvidas no processo que a execução de Smith foi sendo adiada por diversas vezes, chegando a oito.
De acordo com as leis dos EUA, a pessoa condenada à pena de morte tem direito a uma última refeição antes de sua execução. Smith passou por cada uma delas, sem nunca ter sua vida tirada até morrer de causas naturais.
70 anos preso com poucas saídas
Ainda segundo a reportagem da “BBC”, Smith ficou mais de 70 preso, com apenas três saídas. Na primeira, fugiu da prisão em 1967, mas foi recapturado 12 dias depois. Em 1974, foi para casa na véspera de Natal e voltou no dia seguinte.
Já em 1975, recebeu liberdade condicional e ficou fora da prisão por cerca de dez meses, mas logo foi preso por pequenos furtos e porte de arma, o que violou sua liberdade condicional, segundo o Boston Globe.
