Quilombolas são retirados de grupo prioritário da vacinação contra Covid-19

Governo de São Paulo alega que grupo foi excluído porque a Anvisa não autorizou o uso emergencial da CoronaVac nesta população

Vale do Ribeira apresenta a maior concentração de comunidades remanescentes de quilombos no Estado de São Paulo

Há mais de 50 comunidades reconhecidas como remanescentes de quilombos em São Paulo | Antonio Cruz/Agência Brasil

O governo de São Paulo tirou os quilombolas do grupo prioritário de vacinação contra Covid-19. Agora, as mais de 50 comunidades reconhecidas como remanescentes de quilombos não têm mais data para início da imunização.

A população quilombola estava no grupo prioritário máximo, ao lado de profissionais de saúde e indígenas, de acordo com o plano publicado no início de dezembro pelo governo estadual.

Ao “G1”, a secretaria da Saúde informou, por telefone, que o grupo foi excluído da primeira etapa de vacinação porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou o uso emergencial da CoronaVac nesta população.

Entretanto, a agência reguladora nega a informação e diz que não há nenhuma restrição deste tipo na autorização concedida no último domingo (17).

Em 2020, quando o Plano Nacional de Imunização foi divulgado pelo Ministério da Saúde, este grupo também foi incluído nos grupos prioritários.

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Ministério Público

Os líderes quilombolas de São Paulo afirmaram ao “G1” que foram pegos de surpresa quando ficaram sabendo da mudança nesta segunda-feira e que vão recorrer ao Ministério Público (MP).

O site “Vacina Já”, lançado pelo governo estadual para o pré-cadastro de indivíduos que fazem parte dos grupos prioritários, não lista quilombolas na primeira fase da campanha.