Quinto dia útil de agosto será na quinta-feira (6/8); veja o que acontece se o salário atrasar

Empregadores devem seguir o prazo previsto na CLT

Pagamento de salários deve seguir o prazo definido pela legislação trabalhista. Trabalhadores com carteira assinada têm regras específicas para o recebimento da remuneração mensal

Pagamento de salários deve seguir o prazo definido pela legislação trabalhista. Trabalhadores com carteira assinada têm regras específicas para o recebimento da remuneração mensal. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O quinto dia útil de agosto de 2026 será na quinta-feira (6), data limite para empresas pagarem os salários de trabalhadores contratados pela CLT. A regra vale para pagamentos referentes ao mês trabalhado anteriormente e segue o calendário previsto pela legislação trabalhista brasileira.

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Quinto dia útil de agosto: veja como funciona a contagem

A contagem do prazo considera os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados não entram no cálculo para definir a data máxima de pagamento dos salários.

Em agosto de 2026, a sequência dos dias úteis fica assim:

  • Primeiro dia útil: sábado (1º de agosto);
  • Segundo dia útil: segunda-feira (3 de agosto);
  • Terceiro dia útil: terça-feira (4 de agosto);
  • Quarto dia útil: quarta-feira (5 de agosto);
  • Quinto dia útil: quinta-feira (6 de agosto).

A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo a legislação, o salário deve ser pago pelo empregador até o quinto dia útil do mês seguinte ao período trabalhado.

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A interpretação considera o sábado como dia útil para essa finalidade. Por isso, mesmo quando o trabalhador não exerce atividade nesse dia, ele pode entrar na contagem do prazo.

Feriados podem alterar o quinto dia útil de agosto

A data pode mudar em algumas localidades quando existe feriado estadual ou municipal entre os primeiros dias do mês.

Nessas situações, o feriado deixa de ser contado como dia útil e o prazo de pagamento passa para o próximo dia considerado válido.

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Por isso, trabalhadores devem verificar o calendário específico do município ou estado onde atuam para confirmar a data correta.

O que acontece se o salário atrasar?

Quando a empresa não realiza o pagamento até o prazo estabelecido, ocorre o descumprimento de uma obrigação trabalhista.

O trabalhador pode buscar a regularização do valor devido diretamente com a empresa. Caso o problema continue, também pode procurar o sindicato da categoria ou ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho.

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O atraso de poucos dias e em uma situação isolada, geralmente, não é suficiente para gerar a rescisão indireta do contrato de trabalho. Essa medida costuma ser analisada em casos mais graves, como atrasos frequentes ou períodos prolongados sem pagamento.

A rescisão indireta permite que o trabalhador encerre o contrato e receba direitos semelhantes aos de uma demissão sem justa causa, quando a Justiça reconhece falta grave do empregador.

Trabalhador pode cobrar valores atrasados na Justiça

Além do pagamento do salário pendente, o empregado pode solicitar a correção dos valores quando houver prejuízo causado pelo atraso.

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Em situações de pagamento inferior ao combinado em contrato, também é possível cobrar diferenças salariais e reflexos em outras verbas trabalhistas, como férias, 13º salário, FGTS e horas extras, quando aplicáveis.

A fiscalização do cumprimento das regras trabalhistas pode envolver órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho, dependendo da situação identificada.

Regra muda para PJ e servidores públicos

A regra do quinto dia útil de agosto é aplicada aos trabalhadores contratados pelo regime da CLT. Pessoas que trabalham como prestadoras de serviço, por meio de contrato como pessoa jurídica (PJ), seguem as condições definidas no acordo firmado entre as partes.

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Nesse caso, o prazo de pagamento depende do contrato e das regras do Direito Civil.

Para servidores públicos, o calendário de pagamento também funciona de maneira diferente. Cada órgão público segue normas próprias definidas pela União, estados ou municípios.

O prazo do salário dos trabalhadores com carteira assinada segue uma regra específica da legislação trabalhista. Por isso, acompanhar o calendário e conhecer os direitos ajuda o empregado a identificar quando há descumprimento da obrigação.