O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido nesta segunda-feira (25/5) a uma radioterapia superficial do couro cabeludo.
A intervenção funcionou como um “tratamento complementar” após a retirada, em abril, de um câncer de pele na região. O tumor tumor de pele do presidente foi diagnosticado como carcinoma basocelula.
“É um tratamento de radioterapia que age somente na superfície da pele, sem afetar o resto do organismo, de uma maneira local, para o câncer de pele”, explica o doutor Raphael Brandão, oncologista da rede São Camilo.
O especialista ainda destaca que o processo é “uma das opções com maior chance de cura, com taxa de sucesso em torno de 90% a 95%” e que “pode ser usado de duas maneiras: de forma isolada, quando a cirurgia não é a melhor escolha, e servindo como um complemento”.
Raphael Brandão explica que este tipo de radioterapia é um tratamento utilizado há décadas, especialmente por preservar a região e diminuir os riscos do tumor retornar.
O procedimento costuma levar de três a seis semanas, incluindo sessões de segunda a sexta-feira. Diferente de outros tratamentos, a radioterapia superficial não exige uma tarde inteira do paciente, sendo um processo rápido e que não compromete a rotina.
“Cada sessão em si é muito rápida. A gente brinca que demora mais para parar o carro no estacionamento do que para fazer propriamente a radioterapia. Questão de poucos minutos; paciente vem, faz a sessão e vai embora. É um tratamento ambulatorial que permite manter a rotina do paciente no dia a dia”.
Efeitos colaterais
Mesmo com toda a praticidade e eficiência, o procedimento pode causar pequenos efeitos colaterais.
“O mais comum é uma vermelhidão parecida com uma espécie de queimadura de sol, que pode acabar descamando, pode coçar, principalmente nas últimas semanas do tratamento.”
Ainda de acordo com Raphael Brandão, o paciente pode sofrer com queda de pelos ou cabelos. Entretanto, o impacto ocorre apenas na área do tratamento.
A perda de cabelo não acontece de forma generalizada, como visto em pacientes submetidos à quimioterapia.
Já na integridade física, “pode acontecer um pouco de fadiga, cansaço, mas, quando aparece, acaba é leve”, conforme detalhado por Brandão.
Cuidados após o procedimento
O oncologista também afirma que o principal cuidado do paciente deve ser na região tratada, principalmente em áreas com grande exposição ao sol.
Por fim, o especialista detalha que a radioterapia parcial raramente deixa sequelas. Ele afirma que a maioria dos pacientes leva uma vida perfeitamente normal depois do procedimento.
“O que pode ficar como marca permanente são alterações estéticas locais na área tratada, por exemplo, mudança da cor da pele, alguns vasinhos finos, falta de pelo no campo do tratamento. Essas são marcas pequenas e restritas daquela área que recebeu radioterapia.”
