Richarlison, o ‘Pombo’, ironiza fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos com post em rede social: ‘Então não tem ninguém na ilha, né?’

Atacante do Tottenham, da Inglaterra, vive embóglio com o senador por disputa de ilha no Rio de Janeiro

Richarlison e Flávio Bolsonaro disputam ilha no Rio de Janeiro / Reprodução/Instagram

Richarlison e Flávio Bolsonaro disputam ilha no Rio de Janeiro / Reprodução/Instagram

O atacante Richarlison, do Tottenham da Inglaterra e com passagens pela seleção brasileira de futebol, utilizou seu perfil do Instagram nesta terça-feira (27/10) para ironizar a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA em meio a uma disputa por uma mansão em uma ilha no Rio de Janeiro.

Continua após a publicidade

“Então não tem ninguém na ilha né? 😅”, escreveu o jogador de futebol na legenda de um carrossel de imagens feitas por inteligência artificial em que aparece desfrutando de um churrasco no local da disputa.

A publicação contou com comentários de Neymar Jr., companheiro de Richarlison na seleção e apoiador de Flávio Bolsonaro nas eleições deste ano. “Próxima vez lê o contrato seu moleque”, escreveu o camisa 10 do Santos.

Ilha em Angra dos Reis põe Richarlison e amigo de Flávio Bolsonaro em disputa

Uma luxuosa mansão com 11 suítes, piscina, heliponto e até uma cachoeira que deságua no mar virou motivo de disputa entre o jogador Richarlison e um advogado próximo de Flávio Bolsonaro (PL). Avaliada em cerca de R$ 10 milhões, a propriedade fica em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e agora entrou também na mira de uma deputada ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Continua após a publicidade

Tudo começou em 2020, quando Richarlison participou, por meio de empresas e sócios, da negociação de uma mansão na Ilha Comprida, localizada na Baía da Ribeira, em Angra dos Reis.

O imóvel reúne estruturas de alto padrão, incluindo praia de acesso privativo, quadra de tênis, piscina, heliponto e uma cachoeira próxima à residência.

Segundo o jogador, o investimento na aquisição, nas reformas e em outras despesas chegou a aproximadamente R$ 10 milhões. Ele afirma que regularizava a situação da propriedade quando surgiram interessados em comprá-la.

Continua após a publicidade

Entre eles estaria o próprio Flávio Bolsonaro, conforme o relato do atleta. Richarlison diz que recusou a proposta e, posteriormente, perdeu os direitos sobre o imóvel.

A questão envolve um detalhe: o terreno pertence à União. Por isso, o conflito não se resume à compra de uma casa, mas inclui a validade dos direitos de ocupação e das transferências registradas na Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

O atacante, que ganhou destaque com a Seleção Brasileira e conquistou a Liga Europa pelo Tottenham, voltou a repercutir nas redes sociais pelo assunto fora de campo.

Continua após a publicidade

Carregando enquete…

Afinal, com quem ficou com a mansão?

Em 2022, a SPU transferiu o cadastro de ocupação do imóvel para a WT Administração de Imóveis, empresa ligada a Willer Tomaz.

O grupo ligado a Richarlison contestou a transferência na Justiça. Entretanto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proferiu decisões favoráveis à empresa de Tomaz, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve esse entendimento em 2025.

Continua após a publicidade

Posteriormente, a empresa que reivindicava os direitos ligados ao jogador desistiu da ação, encerrando aquele processo.

A disputa também chegou às redes sociais. No mês de outubro, Richarlison publicou uma série de vídeos questionando a regularidade da transferência e mostrando documentos que, segundo ele, comprovam a aquisição.

O advogado respondeu e contestou a validade dos papéis apresentados. A divergência envolve, principalmente, a identificação de quem tinha o direito de transferir a ocupação do imóvel.

Continua após a publicidade

Qual a ligação com Flávio?

O nome de Flávio Bolsonaro entrou na polêmica pela amizade com Willer Tomaz e pelas acusações feitas publicamente pelo atacante.

Richarlison afirma que o senador demonstrou interesse em adquirir a propriedade antes da disputa judicial. Também questiona a rapidez com que a empresa do advogado conseguiu regularizar os direitos de ocupação.

Flávio Bolsonaro nega ter comprado, vendido ou intermediado o imóvel. Sua defesa sustenta que ele não participou da negociação e que apareceu no processo apenas como testemunha.