A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro informou neste sábado (14/3) que não houve piora no quadro de infecção, mas que a função renal ainda gera preocupação.
De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, um dos responsáveis pelo atendimento, os primeiros sinais nas 48 horas iniciais de internação na UTI são considerados positivos.
Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13/3) no Hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma pneumonia grave que atinge os dois pulmões.
Segundo o médico, a estabilidade do quadro infeccioso indica que os antibióticos começaram a fazer efeito.
Função renal preocupa
Apesar da resposta inicial ao tratamento da infecção, a equipe médica monitora com atenção a função renal do ex-presidente, que apresentou piora.
De acordo com os médicos, o problema está relacionado ao próprio quadro infeccioso, além de episódios de vômitos e desidratação.
Para tentar estabilizar a situação, a equipe realiza um controle rigoroso de líquidos, buscando garantir que a ingestão seja maior que a eliminação pelo organismo.
Bolsonaro deve seguir internado
Boletim divulgado pela manhã deste sábado já indicava piora da função renal e aumento de marcadores inflamatórios.
A previsão da equipe médica é que Bolsonaro permaneça internado por pelo menos sete dias para a administração de antibióticos. Dependendo da evolução clínica, o período pode chegar a 14 dias.
Os médicos também afirmaram que o quadro exige monitoramento intensivo e que há risco real de morte.
Acompanhamento de familiares
Durante a internação, familiares têm acompanhado o ex-presidente na unidade de terapia intensiva. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha caçula do casal, Laura, têm se revezado na UTI.
O senador Flávio Bolsonaro também visitou o pai neste sábado. Ele chegou a Brasília no fim da tarde após viajar de Rondônia.
