SP terá 100 pontos contra coronavírus no Carnaval

Governador João Doria e prefeito Bruno Covas anunciaram criação de comitê de crise caso a doença chegue ao Brasil

João Doria e Bruno Covas durante anúncio, na sexta, da criação do comitê de crise para o coronavírus

João Doria e Bruno Covas durante anúncio, na sexta, da criação do comitê de crise para o coronavírus | /DIVULGAÇÃO/GOVERNO DE S.PAULO

Durante o Carnaval, a cidade de São Paulo terá 100 pontos de atendimento de casos suspeitos do coronavírus. O anúncio foi feito na sexta-feira (31) pelo governador João Doria (PSDB) e o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), quando também informaram a criação de um comitê de crise para lidar com o coronavírus caso a doença chegue ao Brasil.

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Profissionais da saúde do estado e dos municípios receberão treinamento e capacitação especiais, e R$ 200 mil serão destinados ao Instituto Adolfo Lutz para compra de kits diagnósticos e equipamentos de proteção individual para os hospitais e laboratórios do Estado.

Na segunda (3), o governo receberá sinalização do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de aporte financeiro específico para a epidemia.

Sobre planos para conter possíveis casos de discriminação contra pessoas de origem asiática ou descendentes, o secretário de Estado da Saúde, José Henrique German, disse que o governo está atento a isso. “Não existe a possibilidade de se discriminar pessoas de origem asiática de nenhum modo, não há respaldo científico para isso, mas esses casos acontecerão e precisamos esclarecer que isso não faz sentido”, disse.

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O Ministério da Saúde informou na sexta-feira (31) que o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil subiu para 12, com 7 no estado de São Paulo.

O infectologista David Uip lembrou que nos aeroportos há mensagens em inglês, espanhol e mandarim sobre o coronavírus que explicam que, em caso de dúvidas sobre sintomas, é recomendável procurar o serviço sanitário do aeroporto. “Um dos casos de São Paulo passou por esse fluxo e acabou descartado”, disse. A responsabilidade é da Anvisa.

“Quadros clínicos da influenza devem se misturar aos de casos suspeitos de coronavírus. Precisamos abaixar um pouco a expectativa quanto à identificação de casos”, disse Uip. 

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*Com informações da Folhapress