A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (8/12) um dos suspeitos de participar do roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro da capital paulista.
O detido foi identificado como Felipe dos Santos Fernandes Quadra, de 31 anos. Ele foi localizado em uma casa na Mooca, na zona leste, e possui histórico criminal de furto, roubo e tráfico de drogas.
O segundo suspeito já foi identificado, mas continua foragido. A polícia não divulgou o nome dele.
O crime ocorreu no domingo (7/12) e resultou no furto de gravuras de Candido Portinari e Henri Matisse, que integravam uma exposição em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM).
A investigação contou com imagens de câmeras de segurança que registraram os criminosos circulando pelas ruas com parte das obras.
O veículo utilizado na fuga foi encontrado e encaminhado para perícia. Segundo a Polícia Civil, o trabalho agora se concentra na localização das obras roubadas e na captura do segundo investigado.
Para evitar que as peças saiam do País, a Prefeitura de São Paulo acionou a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), por meio da Polícia Federal. As gravuras têm seguro, mas os valores são mantidos em sigilo por contrato.
Roubo da biblioteca
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), dois homens renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava o local. Eles recolheram as obras e documentos em uma sacola e fugiram pela saída principal, antes de serem vistos por câmeras da região. Ninguém ficou ferido.
Entre os itens levados estão oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari, parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. As peças ainda não foram recuperadas.
O caso é investigado pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).
Patrimônio cultural
A Biblioteca Mário de Andrade, mantida pela Prefeitura de São Paulo, é a segunda maior do País. Em 2006, o local também foi alvo de criminosos, quando 12 gravuras raras do século 19 foram furtadas e só recuperadas 18 anos depois, em 2024.
Portinari e Matisse são considerados nomes centrais da arte moderna no Brasil e no mundo. As gravuras de Matisse levadas fazem parte de séries icônicas que utilizam cores vibrantes e composições inovadoras. Portinari é um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional.
Até o momento, as obras continuam m desaparecidas.
