Tempo seco em SP tem provocado dores de garganta; infectologista alerta

Em entrevista para a Gazeta, a infectologista do Hospital Emílio Ribas, Claudia Mello, pontuou as causas, sintomas e como tratar com segurança

Tosse seca em SP é ocasionad pelo fenômeno 'El Ninõ'

Tosse seca em SP é ocasionada pelo fenômeno 'El Ninõ' | Annie Spratt/ Unsplash

Neste período de inverno, muitas pessoas têm se queixado de dor de garganta, tosse ou garganta seca. Por isso, a Gazeta conversou com a infectologista Claudia Mello, médica do Hospital Emílio Ribas, que alertou sobre sintomas, causas e como proceder caso esteja com esses sintomas.

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Por que as pessoas estão ficando com dores na garganta?

“Por conta do tempo seco, com baixa umidade do ar. Nesses últimos dias temos observado altas temperaturas e pouco ou nenhum volume de chuva, levando a taxas de umidade menores do que a recomendada, que é entre 50-60%. Nesse cenário aumentam as chances de infecções por vírus respiratórios e também exacerbação de quadros alérgicos”, explicou a infectologista à Gazeta. 

Esse tempo seco pode ser atribuído ao fenômeno climático ‘El Niño’ que é caracterizado pelo aquecimento acima da média no oceano Pacífico. “Diante desta situação, a principal consequência para o nosso inverno é a temperatura ficar, em média, um pouco acima do normal, principalmente na região central do Brasil”, disse o meteorologista Gilvan de Oliveira, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). 

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Quais os sintomas que podem aparecer com esse tempo seco?

A médica do Hospital Emílio Ribas,Claudia Mello, ressalta que alguns sintomas podem aparecer neste clima seco, como a sensação de irritação em todas as mucosas, olhos e nariz. 

Estou com algum desses sintomas, o que devo fazer?

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Segundo a médica Cláudia Mello, é fundamental nesse período beber água em diversos momentos ao longo do dia. Além disso, ela indiciou que umidificadores podem ser grandes aliados neste tempo, mas para quem não tem o eletrodoméstico em casa, a especialista aconselhou colocar toalhas molhadas no quarto em que  a pessoa dorme.

A infectologista terminou a entrevista à Gazeta falando que caso os sintomas persistam a pessoa deve procurar atendimento médico. “Caso tenha outros sintomas, como febre e falta de ar, é importante procurar atendimento médico”. 

*Assistente de Redação, sob supervisão de Matheus Herbert