Tendência de IA transforma fotos em anime e gera debate após uso polêmico

Alguns usuários usaram a tecnologia para fazer imagens para fins violentos ou negativos

Uso da IA fomentou discussão sobre direitos autorais e uso da propriedade intelectual

Uso da IA fomentou discussão sobre direitos autorais e uso da propriedade intelectual | Reprodução

Uma nova tendência (trend, em inglês) tem dominado as redes sociais: transformar fotos pessoais em imagens no estilo Studio Ghibli, estúdio de animação japonês responsável por fazer grandes clássicos do cinema, como “A Viagem de Chihiro”, “Meu Amigo Totoro” e o mais recente “O Menino e a Garça”, vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2024.

No entanto, enquanto algumas pessoas utilizaram a tecnologia para transformar fotos do dia a dia, com os amigos ou a família, outras usaram o recurso para fazer imagens com fins violentos ou negativos, como memes ofensivos e até de violência policial.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos que reproduziram a cena coma foto das sete marteladas no leilão do Rodoanel, em 2023. 

A OpenAI é a empresa responsável por produzir as fotos por meio de inteligência artificial (IA). Para solicitar, basta acessar a plataforma e pedir que ela transforme as imagens. 

A criação das imagens em IA esbarra, principalmente, nas questões da propriedade intelectual e direitos autorais. Cada animação produzida pelo estúdio tem um design único, com muitos desenhos foram feitos à mão.

Os filmes também demoram anos para serem lançados, o que contrasta com a agilidade do desenho feito por inteligência artificial. 

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Em um vídeo de 2016, o diretor Hayao Miyazaki, que também é cofundador do Studio Ghibli, descreveu a arte gerada por IA como um “insulto à própria vida”.

No vídeo, ele diz estar “completamente enjoado” ao responder a um vídeo de um personagem monstro gerado usando prompts de texto.

“Se você realmente quer fazer coisas assustadoras, pode ir em frente e fazer, mas eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho”, concluiu.