Um tremor de terra de magnitude 1,4 foi registrado na tarde desta terça-feira (15/9) próximo a Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo. O abalo foi identificado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) por volta das 13h22 e também foi percebido por moradores de cidades da região, como Bastos. Parapuã e Rinópolis.
O registro chamou a atenção nas redes sociais após a circulação de um vídeo que mostra uma suposta explosão em uma pedreira na região de Rinópolis. As imagens levantaram a hipótese de que uma detonação poderia ter provocado as vibrações sentidas nos municípios próximos.
Até o momento, porém, a empresa responsável pela pedreira não confirmou ter realizado uma explosão naquele horário. Também não existe confirmação técnica de que o tremor registrado pela USP tenha relação com a atividade no local.
USP explica frequência de tremores no Brasil
Em nota enviada ao Portal de Notícias Guia Online Parapuã, o pesquisador José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP, explicou que tremores de baixa magnitude fazem parte da atividade sismológica do Brasil.
Segundo o Centro de Sismologia, abalos entre magnitude 1 e 3 são registrados praticamente toda semana em alguma região do País. Apesar de serem menos comuns no cotidiano das pessoas, esses eventos podem ser sentidos quando ocorrem próximos a áreas habitadas.
O especialista também destacou que um tremor de magnitude 1,4 não tem força suficiente para causar danos em imóveis ou outras estruturas. Mesmo assim, as vibrações e eventuais ruídos podem ser percebidos pela população e provocar susto.
Explosão em pedreira ainda é hipótese
Tremores naturais podem ocorrer devido a rupturas no interior da crosta terrestre e não são previsíveis. Por isso, o registro desta terça ainda não permite afirmar qual foi a origem do abalo.
A possibilidade de uma detonação na pedreira de Rinópolis permanece como hipótese, já que não houve confirmação da empresa nem uma conclusão técnica relacionando a atividade ao tremor.
Uma análise especializada será necessária para determinar se o abalo teve origem natural ou alguma relação com uma eventual explosão na região.
