TST acaba com greve de funcionários da Caixa Econômica após 19 dias; trabalhadores serão descontados

Plano de saúde, um dos principais pontos da paralisação, seguirá com mudanças negociadas no dissídio

Fotografia diurna em ângulo inferior (de baixo para cima) mostrando a fachada de um prédio moderno da Caixa Econômica Federal. A estrutura possui painel frontal azul com o logotipo "CAIXA" impresso em branco, um grande símbolo do banco estilizado em "X" nas cores laranja e branca, estrutura com brises metálicos e janelas de vidro no térreo sob céu limpo.

Empregados da Caixa Econômica Federal entraram em greve na quinta-feira (10/9) / Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (29/9) pelo fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que ocorria desde o dia 10 de setembro. Os empregados deverão voltar ao trabalho nesta quarta-feira (30/9).

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O ministro Maurício Godinho, relator do dissídio coletivo da Caixa Econômica Federal no Tribunal Superior do Trabalho, decidiu que a greve dos bancários não é abusiva

Ele também definiu reajuste salarial pelo INPC, com acréscimo de 0,6% de ganho real sobre salários e benefícios, totalizando 4,6%. O mesmo percentual foi aplicado ao convênio de saúde, principal ponto de impasse entre a Caixa e a categoria.

Funcionários da Caixa terão dias parados descontados

Godinho acolheu ainda um pedido da Caixa para que os dias parados sejam descontados, mas determinou que o abatimento ocorra em três parcelas. Segundo seu voto, mesmo uma greve considerada legal suspende o contrato de trabalho, sem transformar automaticamente o período em tempo remunerado.

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O relator também rejeitou o pedido da Caixa para que o próprio TST supervisionasse a greve, entendendo que essa atribuição cabe à empresa e às varas e tribunais do trabalho.

Plano de saúde era principal divergência entre as partes

O principal ponto de divergência que motivou a paralisação é o novo modelo de custeio do plano de saúde. Os sindicatos pedem a exclusão do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio 70/30 (empresa/empregados) e reajuste zero.

O banco, por sua vez, alega desequilíbrio atuarial e financeiro e afirma que não pode ultrapassar limites estatutários.