Vacina brasileira contra o câncer de próstata é testada nos Estados Unidos

Imunizante foi desenvolvido por médico gaúcho e está em fase de testes clínicos sob supervisão de agência americana

Nesta etapa inicial, serão distribuídas 300 mil doses de um total de 1,3 milhão previsto

Vacina contra mpox pode chegar a adolescentes | Mika Baumeister/Unsplash

Uma vacina desenvolvida no Brasil, que promete revolucionar o tratamento do câncer de próstata, começou a ser testada nos Estados Unidos na última semana. 

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Desenvolvida pelo médico gaúcho Fernando Kreutz, a vacina brasileira contra o câncer de próstata iniciou a fase de testes clínicos sob supervisão da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

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Após 25 anos de pesquisa no Brasil, a aprovação para os testes clínicos internacionais representa um grande passo no tratamento da doença.

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O processo terapêutico da vacina envolve fragmentos do tumor do próprio paciente. Eles são coletados e modificados em laboratório.

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As células cancerígenas alteradas, então, são reintroduzidas no organismo para estimular o sistema imunológico a combater a doença.

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Na última semana, o primeiro dos 280 voluntários selecionados retirou amostras do tumor para os testes clínicos. De acordo com Fernando Kreutz, caso os estudos sejam bem-sucedidos, a vacina poderá ser registrada e disponibilizada comercialmente em cerca de dois anos.

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Veja também como funciona a vacina contra câncer de pulmão em teste no Reino Unido

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Câncer de próstata: doença que exige atenção

O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens. Ele fica atrás apenas do câncer de pele. O câncer afeta a glândula abaixo da bexiga e ao redor da uretra. Sua evolução pode ser lenta ou agressiva, dependendo das características.

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Campanhas como o Novembro Azul buscam incentivar o diagnóstico precoce, uma vez que o tratamento é mais eficaz nas fases iniciais da doença.

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Agora, com a vacina brasileira e os avanços na genética, os pesquisadores esperam oferecer mais opções terapêuticas e, quem sabe, reduzir a mortalidade causada pela doença.