Pelo menos 1 milhão de alunos da rede municipal de São Paulo, em quarentena, estão sendo convocados a atualizar seus endereços para receber os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos após o fim do recesso escolar antecipado, devido à pandemia da Covid-19. A entrega do material será feita pelo correio.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o endereço pode ser atualizado no formulário online e o preenchimento pode ser feito pelo computador ou telefone celular, até sexta-feira (10). As famílias que têm maior dificuldade de acesso à internet ou de lidar com formulário online podem telefonar para as escolas na qual o estudante está matriculado e solicitar o preenchimento.
Nessa página, as famílias deverão digitar o Código EOL do estudante, nome completo, etapa de estudo, escola, data de nascimento, CEP, endereço e outros dados.
QUARENTENA.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou em um discurso duro no início da tarde da última segunda-feira a prorrogação da quarentena no Estado até 22 de abril. “A quem me pressiona [para dar fim à quarentena]: vocês estão preparados para carregar os caixões com as vítimas do coronavírus?”, perguntou Doria.
Na entrevista coletiva, o governador fez um apelo aos médios e grandes empresários para que não demitam seus funcionários durante esse período. “Compreendo as dificuldades empresariais num momento tão trágico como este, mas parte do sentimento de um bom empresário é a sua capacidade humana. Sem seus funcionários vocês não teriam chegado aonde
chegaram”.
Segundo ele, pelo menos sete empresas se comprometeram a não fazer demissões durante o período de pandemia: Santander, Bradesco, BMG, Itaú, Alpagartas, Cosan e Pão de Açúcar.
Doria subiu o tom contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mesmo sem citá-lo nominalmente. O governador afirmou que várias personalidades e entidades apoiam a quarentena: Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Hamilton Mourão (vice-presidente da República), o Centro de Estudos do Exército Brasileira e “a maioria absoluta” dos presidentes, médicos e cientistas pelo mundo.
“Será que um único presidente da república é o certo, é quem detém o poder, a capacidade, a ciência e o conhecimento para discordar do mundo que quer proteger vidas?”. (AB)
