Anvisa aprova 14 medicamentos genéricos para diabetes e obesidade após fim da patente do Ozempic; veja os preços

Novas opções de tratamento chegam às farmácias, aumentam a concorrência e podem pressionar os valores cobrados dos pacientes

Anvisa aprova 14 novas canetas genéricas e biossimilares após o fim da patente do Ozempic no Brasil / Reprodução/Freepik

A aprovação regulatória de 14 novas canetas para diabetes e obesidade pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rompe o monopólio do Ozempic e abre espaço para a queda de preços do tratamento no varejo farmacêutico.

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A decisão decorre do fim da patente da farmacêutica Novo Nordisk e amplia a oferta de injetáveis genéricos e biossimilares nas redes de drogarias de todo o país.

Lançamento da caneta Ozivy por menos de R$ 500

Dose mais barata já é realidade no varejo com o lançamento do Ozivy, da EMS, vendido por valores entre R$ 452 e R$ 498. O custo representa menos da metade dos R$ 999 cobrados na apresentação de 1 mg do medicamento de referência.

Além disso, a chegada das versões genéricas promete baratear ainda mais o acesso: por lei, esses produtos chegam ao mercado com desconto mínimo de 35%, o que projeta valores entre R$ 293 e R$ 323 por unidade.

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Aprovação de 14 novas canetas para diabetes e obesidade

A expansão do portfólio nacional reúne 10 formulações à base de semaglutida, três opções com liraglutida e uma nova versão do Mounjaro (tirzepatida).

Entre as novidades que estrearam nas prateleiras desde maio estão o Ozivy (EMS), o Semavy (Cosmed), o Owozy (Ávita Care), o Zempneo (Brainfarma), o Seemasun (Sun Farmacêutica) e o Orsema (Ranbaxy), todos registrados em julho.

Em agosto, reforçaram as prateleiras as opções genéricas da EMS e da Germed, além do Semaclique (Germed) e do Yluméc (EMS).

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Exigência de avaliação médica para troca do remédio

Farmacêuticas nacionais e internacionais aceleram a disputa por uma fatia desse mercado bilionário de canetas para diabetes e obesidade, mas a redução dos custos não garante a troca automática da medicação. Médicos alertam que a migração entre marcas exige critério clínico individualizado, levando em conta a segurança do paciente e a resposta do organismo à fórmula.

A decisão deve considerar o diagnóstico, a necessidade de perda de peso, a presença de outras doenças do paciente, os estudos disponíveis para cada produto e a possibilidade de manter o tratamento por longos períodos.

A transformação do setor da saúde coloca a viabilidade financeira ao lado da prescrição responsável na linha de frente do combate à obesidade no Brasil.

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Enquanto a forte concorrência redistribui o faturamento das grandes redes de farmácias e espreme as margens da indústria, a ampliação do acesso democratiza o tratamento de longo prazo para milhares de pacientes.

Canetas para diabetes e obesidade: entenda a febre dos medicamentos