Cartão de crédito no Brasil terá limite de dívida; entenda a nova lei

Veja como funciona a nova regra limita dívidas e protege quem usa cartão rotativo

Cobertura, exigências e forma de uso mudam, e podem impactar diretamente o bolso do viajante

Nova lei limita dívidas no cartão de crédito e muda regras para consumidores | Pexels

Brasileiros passam a ter um teto para as dívidas no cartão de crédito com a nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2024.

A medida, que já está em vigor, busca conter o superendividamento e reduzir o impacto dos juros altíssimos cobrados no crédito rotativo.

A legislação determina que o valor total da dívida, somando juros, multas e encargos, não pode ultrapassar o dobro da fatura original.

Antes da mudança, essa modalidade frequentemente aplicava juros superiores a 400% ao ano, transformando atrasos pequenos em débitos impagáveis.

Rotativo limitado e parcelamento obrigatório

O crédito rotativo agora tem prazo máximo de 30 dias. Após esse período, os bancos são obrigados a oferecer o parcelamento da dívida com juros menores.

Além disso, bloqueios ou cancelamentos de cartão devem ser comunicados previamente ao cliente, exceto em casos de suspeita de fraude.

Desenrola Brasil e renegociação de dívidas

A nova lei também impulsionou o programa Desenrola Brasil, criado para renegociar dívidas de pessoas físicas.

Em 2024, cerca de 15 milhões de brasileiros conseguiram reduzir valores pendentes e recuperar o acesso ao crédito, principalmente aqueles com dívidas concentradas em cartões.

Tarifas bancárias mais controladas

O Banco Central passou a permitir cobrança de apenas cinco serviços: anuidade, segunda via, saque na função crédito, pagamento de contas e avaliação emergencial de crédito.

Qualquer cobrança fora dessa lista é considerada abusiva. Serviços básicos, como envio de faturas e acesso a canais digitais, devem ser gratuitos.

Mais proteção, mas cautela continua necessária

Especialistas afirmam que a legislação representa um avanço para o consumidor, ao limitar abusos e tornar as dívidas previsíveis.

Ainda assim, o uso consciente do cartão de crédito continua essencial para evitar que o parcelamento comprometa o orçamento familiar.

Cartões bancários atuais vão desaparecer

Estão na carteira de quase todos os brasileiros: os cartões bancários foram responsáveis por 24,9 bilhões de transações no primeiro semestre de 2025, segundo o Banco Central. Contudo, os cartõezinhos do jeito que conhecemos estão com os dias contados.

As mudanças estão começando na Europa, especialmente na França, mas logo devem chegar também no Brasil e no resto do mundo. Veja o que muda e o que fica nos cartões bancários, tanto de débito quanto de crédito.