Clientes lotam Tok&Stok após anúncio de fechamento e descontos agressivos

Desde 2023, a empresa já fechou unidades em diferentes estados

Empresa acumula dívidas e fecha franquias

Grupo pediu a suspensão temporária das cobranças de dívidas pelo período de 180 dias/Divulgação

A rede de móveis e decoração Tok&Stok fechou neste sábado (23/5) mais uma unidade em São Paulo, desta vez no D&D Shopping, na zona sul da Capital. O encerramento movimentou consumidores em busca das liquidações finais, com descontos que chegaram a 70% em móveis, itens de decoração e utensílios domésticos.

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A medida faz parte do processo de reestruturação da companhia, que enfrenta uma grave crise financeira. Recentemente, o Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial após acumular uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

Tok&Stok acelera fechamento de lojas pelo País

Além da unidade do D&D Shopping, a Tok&Stok também encerrou recentemente as operações das lojas da Pompeia e do Shopping Cidade São Paulo, na avenida Paulista. Fora da capital paulista, a varejista também fechou a unidade do Salvador Shopping, na Bahia.

Os cortes fazem parte de uma estratégia para reduzir custos e tentar reorganizar as finanças da companhia. Desde 2023, a empresa já fechou unidades em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

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Nos últimos anos, a marca passou a enfrentar dificuldades financeiras em meio ao aumento do endividamento, mudanças na gestão e disputas internas entre investidores. A aproximação entre Tok&Stok e Mobly também trouxe desafios operacionais e de reorganização interna.

Enquanto reduz a estrutura física, a companhia tenta manter as vendas com promoções agressivas e liquidações para esvaziar estoques das lojas encerradas.

Grupo Toky tenta evitar colapso financeiro

O pedido de recuperação judicial foi protocolado pelo Grupo Toky na terça-feira (12/5). Segundo o processo, a dívida da companhia já alcança aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

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A empresa afirma que o cenário econômico dos últimos anos agravou a situação financeira. Entre os fatores apontados estão juros elevados, restrição de crédito e queda no consumo, especialmente no setor de móveis e decoração, que perdeu força após o boom registrado durante a pandemia.

No documento enviado à Justiça de São Paulo, o grupo também cita risco de “dano irreparável” caso medidas urgentes não sejam adotadas. Um dos principais impasses envolve cerca de R$ 77 milhões em vendas feitas no cartão de crédito e que, segundo a companhia, estariam retidos pela SRM Bank.

A retenção desses valores teria afetado diretamente o caixa da empresa, colocando em risco despesas essenciais, incluindo salários de mais de 2 mil funcionários.

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Além disso, o grupo pediu a suspensão temporária das cobranças de dívidas pelo período de 180 dias, mecanismo comum em processos de recuperação judicial para permitir negociações com credores e reorganização das operações.

Entenda o que muda para consumidores

Apesar da recuperação judicial, a Tok&Stok não está falida e as lojas restantes seguem funcionando normalmente. O processo serve como uma proteção temporária para que a empresa tente renegociar dívidas e evitar o encerramento definitivo das atividades.

Dependendo do andamento da recuperação judicial, consumidores que aguardam produtos ou reembolsos podem ser incluídos como credores no processo.

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Enquanto algumas unidades continuam operando normalmente, outras já exibem prateleiras vazias e liquidações intensas, refletindo um dos momentos mais delicados da história da Tok&Stok.