A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice é o mais baixo de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.
De acordo com o levantamento, cerca de 5,6 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir colocação entre setembro e novembro. No trimestre anterior, encerrado em outubro, esse contingente era de 5,9 milhões de brasileiros.
Recorde histórico no setor privado
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado manteve o recorde histórico, alcançando 39,4 milhões de pessoas no período analisado.
Já o total de ocupados no país chegou a 103 milhões, o maior já registrado pela pesquisa. Na comparação com novembro de 2024, houve acréscimo de 1,1 milhão de pessoas trabalhando.
A taxa de subutilização da força de trabalho também apresentou queda. A população subutilizada somou 15,4 milhões de pessoas, o equivalente a 13,5%, menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.
Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 627 mil pessoas. Na comparação anual, o recuo foi de 11,9%, o que representa menos 2,1 milhões de brasileiros nessa condição.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.574, novo recorde da série. Com o aumento da renda média e do número de ocupados, a massa de rendimentos reais habituais chegou a R$ 363,7 bilhões.
O valor é 2,5% superior ao trimestre anterior, com acréscimo de R$ 9 bilhões, e 5,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, o que representa aumento de R$ 19,9 bilhões.
No trimestre, o crescimento do rendimento médio foi impulsionado principalmente pelas atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, que registraram alta de 5,4%.
Na comparação anual, houve aumento dos rendimentos em cinco atividades: agricultura e pecuária (7,3%), construção (6,7%), informação, comunicação e atividades financeiras (6,3%), administração pública (4,2%) e serviços domésticos (5,5%).
Em relação ao trimestre anterior, o principal avanço no número de vagas ocorreu no grupamento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 2,6%, com mais 492 mil pessoas ocupadas. Os demais grupamentos permaneceram estáveis.
Na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2024, a ocupação cresceu em dois setores: transporte, armazenagem e correio, com alta de 3,9% e acréscimo de 222 mil trabalhadores, e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que avançou 5,6%, com mais de 1 milhão de pessoas ocupadas.
O setor de serviços domésticos apresentou retração de 6%, o equivalente a menos 357 mil trabalhadores. Os demais grupamentos não registraram variação significativa.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, as ocupações ligadas às atividades de educação e saúde foram as que mais contribuíram para o crescimento da ocupação no trimestre.
A Pnad Contínua é divulgada desde 2012 e abrange todo o território nacional. A pesquisa analisa indicadores relacionados à força de trabalho da população com 14 anos ou mais, considerando as informações dos últimos três meses.
Por esse motivo, os dados divulgados mensalmente refletem o desempenho de trimestres móveis, e não de meses isolados.
Os números mais recentes retratam o comportamento do mercado de trabalho nos meses de setembro, outubro e novembro de 2025.
A taxa de desemprego considera apenas as pessoas que fazem parte da força de trabalho e que não estão ocupadas, mas que se declaram disponíveis e afirmam ter procurado emprego.
O cálculo do IBGE exclui da conta aqueles que estão fora da força de trabalho, como estudantes que se dedicam exclusivamente aos estudos ou pessoas que não exercem atividade remunerada nem buscam colocação no mercado.
