O Moinho São Jorge, um dos imóveis históricos de Santo André, nserá levado novamente a leilão em outubro, menos de um ano após uma primeira tentativa de venda. O pregão foi determinado pela Justiça para buscar a quitação de uma dívida de R$ 74,8 milhões e terá lance inicial de R$ 289.890.064,56.
O primeiro leilão começa em 6 de outubro, às 14h, e termina dois dias depois, em 8 de outubro, também às 14h. Caso não haja comprador, uma segunda etapa será aberta apenas um minuto depois, às 14h01, com valor mínimo de R$ 144.945.032,28. Nesse caso, as propostas poderão ser apresentadas até 29 de outubro, às 14h.
A determinação partiu do juiz Genilson Rodrigues Carreiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André. Desta vez, a condução do processo ficará sob responsabilidade da Leje – Leilão Judicial Eletrônico.
Complexo tem mais de 100 mil m² de área construída
O Moinho São Jorge está instalado na avenida dos Estados, n° 1.171, em Santo André. O imóvel possui 22.550 m² de terreno e 100.697,20 m² de área construída.
Apesar de ser dividido juridicamente em quatro matrículas, os espaços formam fisicamente um único complexo industrial.
A estrutura reúne diferentes áreas, entre elas fábrica, silos, galpões, padaria, capela e salão de eventos. O imóvel também conta com obras de arte incorporadas à estrutura, área externa e um amplo pátio pavimentado utilizado para circulação e operações de carga pesada.
Imóvel já havia sido levado a leilão em 2025
Esta não é a primeira vez que o Moinho São Jorge é colocado à venda pela Justiça. Em setembro de 2025, o mesmo magistrado havia determinado um leilão do imóvel para tentar quitar uma dívida de IPTU estimada em cerca de R$ 120 milhões.
Na ocasião, o primeiro pregão tinha lance inicial de R$ 276.976.811,33, enquanto a segunda etapa previa ofertas a partir de R$ 166.186.086,80.
O leilão acabou sendo cancelado antes mesmo de começar. Faltando sete dias para a abertura, prevista para 20 de outubro, a empresa realizou um depósito judicial de R$ 244,5 mil, além de aproximadamente R$ 7.980 em custas processuais. Diante do pagamento, a Justiça determinou a suspensão do procedimento.
Agora, o complexo volta a ser alvo de um novo processo de venda judicial, com valores e condições definidos para os dois pregões de outubro.
