Pequeno e funcional, imóvel que mais vende em São Paulo redefine a Capital

Pesquisa CRECISP de julho mostra preferência por apartamentos compactos e revela como tamanho e número de dormitórios influenciaram as vendas na Capital

Verticalização extrema: Com mais de 13 mil habitantes por quilômetro quadrado, Taboão da Serra consolidou-se como a cidade mais densa do Brasil, transformando antigas áreas verdes em um cenário de prédios e asfalto. Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Imóvel que mais vende em São Paulo tem 2 quartos e até 50 m² e fica fora de áreas nobres /Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Quem procura um imóvel usado para comprar em São Paulo parece ter um perfil bastante definido. Em julho de 2026, os apartamentos de dois dormitórios e até 50 m² concentraram boa parte das negociações realizadas na Capital.

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Os dados são da Pesquisa CRECISP, que analisou o comportamento do mercado imobiliário paulistano no período.

Os apartamentos representaram 80% das vendas, enquanto as casas ficaram com 20%.

Dentro do segmento de apartamentos, a liderança dos imóveis de dois dormitórios foi expressiva.

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Eles responderam por 64% das unidades vendidas.

Os apartamentos de três dormitórios representaram 16%, enquanto aqueles de até um dormitório ficaram com 18%. As unidades de quatro dormitórios responderam por apenas 2%.

Apartamentos pequenos dominam as vendas

O tamanho dos imóveis reforça a preferência por unidades compactas.

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63% dos apartamentos vendidos tinham até 50 m². Outros 31% possuíam entre 51 e 100 m².

Somadas, essas duas faixas representam 94% das vendas de apartamentos com até 100 m².

As unidades maiores tiveram participação bastante inferior.

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Apartamentos entre 101 e 200 m² responderam por 3% das vendas, enquanto imóveis entre 201 e 300 m² e entre 301 e 400 m² ficaram em 1% cada.

Casas têm perfil um pouco maior

Embora tenham participação menor nas vendas, as casas apresentaram uma distribuição diferente.

Os imóveis de dois dormitórios foram responsáveis por 44,1% das vendas de casas, enquanto os de três dormitórios representaram 38,2%.

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As casas de um dormitório ficaram com 8,8%. Imóveis de quatro dormitórios responderam por 5,9%, e os de cinco dormitórios, por 2,9%.

Na metragem, a faixa entre 51 e 100 m² concentrou 41,2% das vendas de casas.

Imóveis entre 101 e 200 m² responderam por 26,5%, enquanto casas de até 50 m² ficaram com 14,7%.

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Maioria das vendas ocorre fora das áreas nobres

Outro dado da pesquisa ajuda a explicar o perfil das negociações.

As chamadas demais regiões da Capital concentraram 60,8% das vendas de casas e apartamentos.

As áreas centrais responderam por 20,4%, e as regiões nobres ficaram com 18,8%.

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E no aluguel?

A preferência por imóveis compactos também apareceu na locação.

Entre os apartamentos alugados em julho, 54,3% tinham dois dormitórios. Na metragem, 52,1% possuíam até 50 m² e 37,2% tinham entre 51 e 100 m².

Assim, 89,3% dos apartamentos alugados tinham até 100 m².

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O resultado reforça a presença dos imóveis menores tanto no mercado de compra quanto no de aluguel da Capital.