Mercado imobiliário de SP muda de direção: vendas caem 20%, mas aluguel dispara 27% em julho

Pesquisa CRECISP mostra retração nas negociações de imóveis usados e forte recuperação das locações na Capital; apartamentos compactos seguem entre os mais procurados

Aluguel, aluga-se

Contratos entre R$ 1 mil e R$ 3 mil concentram a maior parte dos aluguéis /Matheus Tagé/DL

O mercado imobiliário de imóveis usados da cidade de São Paulo apresentou movimentos opostos em julho de 2026. Enquanto as vendas recuaram 20,61% em relação a junho, as locações avançaram 27,30%, segundo a pesquisa CRECISP.

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Os números mostram um mês de menor movimentação para quem buscou comprar um imóvel, mas de recuperação expressiva entre os consumidores que optaram pelo aluguel.

Mesmo com a queda nas vendas, os apartamentos continuaram dominando as negociações. Eles representaram 80% dos imóveis vendidos, contra 20% de casas.

Entre os apartamentos comercializados, o perfil mais comum foi o de unidades compactas.

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Imóveis de dois dormitórios responderam por 64% das vendas, enquanto aqueles com até 50 m² representaram 63%.

Aluguel ganha força em julho

O cenário foi diferente no mercado de locação. Depois da retração registrada no mês anterior, o número de contratos aumentou 27,30% em julho.

Os apartamentos responderam por 53% das locações, enquanto as casas ficaram com 47%.

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A diferença entre os dois tipos de imóvel, portanto, foi menor do que nas vendas.

Também entre os imóveis alugados houve preferência por unidades menores.

Dos apartamentos locados, 54,3% tinham dois dormitórios e 52,1% possuíam até 50 m².

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Considerando todas as faixas de tamanho, 89,3% dos apartamentos alugados tinham até 100 m².

Onde estão as negociações

As chamadas demais regiões da Capital concentraram a maior parte das operações.

Nas vendas, elas representaram 60,8% dos negócios. As regiões centrais ficaram com 20,4%, enquanto as áreas consideradas nobres responderam por 18,8%.

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Nas locações, a concentração foi ainda maior: 64,4% dos contratos ocorreram nas demais regiões, contra 18% no Centro e 17,6% nas regiões nobres.

Aluguéis entre R$ 1 mil e R$ 3 mil concentram contratos

A maior parte das locações ficou nas faixas intermediárias de preço.

Os imóveis com aluguel entre R$ 1.001 e R$ 1.500 representaram 26% dos contratos, mesma participação registrada pelas unidades entre R$ 2.001 e R$ 3.000.

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Na sequência, aparecem os imóveis entre R$ 1.501 e R$ 2.000, com 19,7%.

Já os aluguéis acima de R$ 3.001 representaram 15% dos contratos, enquanto aqueles de até R$ 1.000 ficaram com 13,3%.